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OPINIÃO
Ditadura disfarçada
Nomeação de Marta Suplicy é barril de pólvora

Por: Luiz Solano //
O Repórter do Planalto

A nomeação da senadora Marta Suplicy,para a embaixada do Brasil em Washington, é uma mostra clara, que hoje vivemos uma ditadura disfarçada, onde a presidente Dilma, comanda o País com mão de ferro desprezando valores, como agora , o caso da nomeação da senadora paulista, para a nossa representação diplomática na terra do Tio San. O posto deve ser entregue a diplomata de carreira como acontece no mundo inteiro, entretanto, a presidente Dilma, passa por cima de todos os valores possíveis ,como se fosse a dona do Brasil, talvez se espelhando em Fidel Castro, que manda em desmanda em Cuba e só faz o que realmente lhe interessa.

A nomeação de Marta Suplicy, como Embaixadora, trouxe uma inquietação no Ministério das Relações Exteriores, revoltando os diplomatas de carreira,com muitos deles falando até 5 idiomas,sem comentar aqui, que fazem concurso público para entrar na Casa de Rio Branco e só são nomeados depois de dois anos de intenso conhecimento sobre diplomacia. Se quisesse realmente agradar Marta Suplicy,dando a ela um posto de Embaixadora do nosso País, que a mandasse para a África, em uma região pobre, com guerra civil todos os dias, pois quem sabe seria mais útil na sua missão. Como os nossos diplomatas são pessoas finas, educadas, não acredito que haja uma rebelião, para contestar essa atitude irresponsável e insana da presidente Dilma. Enquanto isso, o Clube da Luluzinha continua aumentando.

OPINIÃO
Carta ao ministro Marcelo Crivella
Jornalista analisa tramite da nova Lei no congresso

Ministro Marcelo Crivella
A Paz em Cristo;

Uma pena que o Senhor tenha aceito o convite para fazer parte do Governo da Sra. Dilma Rousseff.Mulher sem alma e que não acredita em Deus além de ser defensora do aborto. Gostava de ve-lo na televisão falando sobre a família,paz,amor, esperança e sobretudo em Deus.Dona Dilma,ao levar para o ministério duas mulheres de um passado triste, Eleonora Menicucci e Maria do Rosário, a primeira que é defensora do aborto e a segunda que carrega o ódio no coração,quando insiste em uma tal Comissão da Verdade, percebo que o Brasil,caminha para o lugar errado. Aos 72 anos de idade e 57 de vida pública,vejo repetir um ditado popular que eu conheci quando ainda era criança:Quem se mete com porcos farelo come". A demissão de 8 ministros do Governo Dilma, é pinto em ralação o que estamos vendo neste momento, ou seja a sua nomeação para o ministério da Pesca, em um governo onde a tônica é o ódio, o desmando e a perseguição a homens de bem deste Brasil. Não pense Senhor Senador Crivella, que a sua nomeação será para o bem do Brasil. O Senhor será usado para que os evangélicos de todo o Brasil sejam divididos e se criar uma situação de insegurança política e social como deseja a presidente Dilma e seus comandados, tudo sob a orientação do "primeiro ministro Lula. Desestabilizando a família e instituições como as Forças Armadas é o primeiro passo para o golpe de estado que há muito se ensaia dentro do Palácio do Planalto. Cuba e Venezuela, são exemplos maior. É uma pena o que estou vendo um homem brilhante e temente a Deus, como o Senhor fazendo parte de um governo que eu tenho medo e que grande parte da sociedade brasileira pensa o mesmo. Leia e veja os blogs deste Brasil, em especial do Cláudio Humberto, na coluna broncas. A democracia está ameaçada Senador Crivella. Não se iluda. Haverá perseguição as Igrejas como ocorre no Irã e Cuba, templos serão fechados e os cristãos perseguidos. Faça o que manda o seu coração.

Respeitosamente
Luiz Solano.HIGS 706-Bloco N - Casa 60-CEP 70.350.764. Brasília DF.

OPINIÃO
Ficha Limpa no legislativo
Jornalista analisa tramite da nova Lei no congresso

Por: Luiz Solano //
O Repórter do Planalto

No embalo do Supremo Tribunal Federal que validou a Lei da Ficha Limpa nas eleições, o PPS pressiona para que a Câmara dos Deputados aprove a regra também para servidores do Executivo. Uma proposta de Emenda à Constituição apresentada no ano passado proíbe a nomeação daqueles que tenham sido considerados inelegíveis pela Justiça Eleitoral para os cargos de ministro ou cargo equiparado.

Pela proposta, de autoria do deputado Sandro Alex, os inelegíveis também ficam impossibilitados de ocupar as funções de confiança, que seriam exercidas exclusivamente por servidores de cargos efetivo. Já os cargos em comissão seriam preenchidos por servidores de carreira.

Para o deputado, da mesma forma que o cidadão não quer fichas sujas em cargos eletivos, rejeita ver essas pessoas contempladas com algum cargo no governo. Tão importante quanto alguém com mandato é aquele que ocupa um cargo de chefia, de assessoramento em um ministério, em uma autarquia, fundação, empresa pública ou sociedade de economia mista, afirmou a este repórter o deputado Sandro Alex. A regra, caso aprovada, vai atingir órgãos públicos e precisa ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

OPINIÃO
Governo Federal vende aeroportos para ele mesmo
O desgoverno petista sob a ótica do jornalista Luiz Solano

Por: Luiz Solano //
O Repórter do Planalto

Este governo petista é muito confuso. Disse que iria privatizar os aeroportos mais movimentados, mas a Infraero fica com 49% do controle e os fundos de pensão de estatais ficam com 74% do restante. Mas pediram autorização dos donos dos fundos de pensão, os funcionários de estatais? Que raio de privatização é essa, em que o governo, direta ou indiretamente, fica, ele mesmo, com a quase totalidade do investimento? Nos vencedores da dita privatização não há nenhum grande operador internacional, como Fraport e Zurich.

A Iata, entidade que reúne as 280 maiores empresas do mundo, denuncia a falta de transparência no processo e diz que a inflação no preço da compra, comemorado pelo governo, não conseguirá ser compensado apenas com a exploração dos três aeroportos e acabará em novos encargos e impostos para os passageiros. Oderbrecht, Camargo Correa e Andrade Gutierrez viram que era uma fria entrar na privatização e caíram fora.

Minhas dúvidas e perplexidades só têm aumentado com relação à política governamental e os aeroportos. Inicialmente, foi a desmilitarização do controle de voo, sem levar em conta que nossos aeroportos têm dupla utilização, civil e militar. Agora, a privatização (parcial) e desnacionalização dos aeroportos mais importantes, ficando a estatal Infraero administrando os aeroportos menos rentáveis e até os deficitários.

Ou seja, aliena-se o filé mignon e mantêm-se os aeroportos de segunda categoria. Nos aeroportos privatizados, a Infraero será acionista minoritária, mas, seguramente, continuará "carregando o piano".
Os argumentos da privatização não têm a mínima consistência: 1 - Copa do Mundo, Olimpíadas (em Viracopos não haverá competições esportivas); 2 - Necessidade de aporte de recursos privados: o País tem recursos para construir 12 estádios para a Copa, mas não tem para ampliar 3 aeroportos? Mas o BNDES não vai financiar os novos concessionários? 4 - Necessidade de experiência internacional: temos condições de fabricar e exportar aviões, mas não sabemos fazer obras de construção civil? Está tudo bagunçado com essa privatização dos nossos aeroportos.

Vejo que na relação das obras que a que devem ser executadas no Aeroporto de Brasília até a Copa de 2014 não consta a construção de um edifício-garagem, mas apenas a ampliação do estacionamento de superfície, que, por sinal, é muito caro e sem qualquer tipo de segurança para os donos dos veículos que ali estacionam.Vale para os novos donos que repensem o assunto e construam uma grande garagem, pois o aeroporto de Brasília é o terceiro do Brasil em movimentação de passageiros.

OPINIÃO
Ano novo, ano de mudanças
2012 em particular será ano de eleições municipais

Por: Luiz Penha //
De Brasília/DF

Na tradição cristã é sempre renovada a esperança de dias melhores nas festividades de final de ano, especialmente na festa do Ano Novo. Particularmente em Touros, há a coincidência de ser a virada do ano e a festa do padroeiro da cidade, o Bom Jesus dos Navegantes.

2012, em especial, será ano de eleições municipais e alguns nomes já se apresentam ao eleitorado tourense como possíveis candidatos nas eleições de outubro. Esse é um processo natural que faz parte do jogo democrático e é inerente à vida em sociedade. Na denominada Esquina do Brasil, o poder tem sido mantido nas mãos dos ditos políticos tradicionais. E aí não se confunda políticos tradicionais, com famílias tradicionais. São coisas bastante distintas.

O fato de um cidadão ter nascido em uma família tradicional, não é empecilho ou impedimento para que o exercício do poder seja realizado de forma a atender às necessidades do povo. Na terra do Bom Jesus, desde que passei a compreender como funciona a roda viva do mundo, e aí já se vão cerca de quarenta anos, o poder é exercido sempre de forma repetitiva, quão um círculo vicioso. É aí que mora o problema.

Nesse sentido, o exercício do poder se dá sempre de forma canhestra, sem crescimento e sem avanços significativos nos campos da educação, cultura, turismo, saúde, economia, etc. Ou seja, é a política da mesmice.

Como já acentuei em alguns momentos, em espaços públicos de comunicação, Touros tens boas referências, bons quadros acadêmicos, empresariais, etc, que podem somar em prol do desenvolvimento local. O que ocorre é que se prefere a política da pequenez, em que se opta por quadros desqualificados tecnicamente, preferindo o apadrinhamento político, sem uma gestão mais agressiva em prol de defender bons e criativos projetos para angariar recursos para a ponta do calcanhar.

Em uma região eivada de dificuldades como a do Mato Grande, é impossível querer gerir a máquina pública sem a realização de parcerias com os entes federativos, como também, com o apoio de parlamentares que, efetivamente, destinem emendas e sejam parceiros do crescimento do município, e não sirvam, apenas, para oferecerem jantares pomposos aos prefeitos norte-rio-grandenses, na capital federal.

Diz o dito popular que por causa de um grito se perde uma boiada. Foi nessa perspectiva que Touros já perdeu a oportunidade de ter, no campo educacional, a sua unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFRN, como também, perdeu a oportunidade, no campo cultural, de ser incluída no rol de apresentações do pianista Arthur Moreira Lima, neste período natalino, levando música de qualidade aos brasileiros que residem em Touros. Isso é fruto da falta de sintonia e de uma política de comunicação agressiva e que esteja a altura do peso histórico que tem o município de Touros.

Touros tem estatura moral para exigir e demarcar o seu território no cenário institucional do Rio Grande do Norte. A sua história e a sua cultura são os responsáveis por esse lugar reservado e ainda não ocupado.
Assim sendo, alerto aos tourenses que não deixem 2012 ser mais um ano de mesmices. Escolham vereadores realmente comprometidos, com capacidade intelectual para elaborar projetos que sejam direcionados ao benefício da maioria da população. Tirem, definitivamente, da Câmara Municipal de Touros os vereadores chamados popularmente de lagartixas, aqueles que só balançam a cabeça para concordar com tudo que o executivo propõe.

Na área do poder executivo, quando os candidatos forem em suas casas pedirem o voto de vocês eleitores, cobrem quais são os projetos para o quadriênio 2013-2016. Quais as propostas concretas para a área da educação, da saúde, do turismo, da cultura, da economia local, etc.

Exijam das instituições locais (igrejas, sindicatos, Colônia de Pescadores, associações) que promovam debates públicos e convidem os candidatos a prefeito para debaterem os seus programas e as suas propostas de governo. E que vocês, eleitores, também possam questionar os candidatos durante o debate.
Essa, com certeza, será uma prática política inovadora de forma a ajudar você, eleitor, na hora de sua decisão cidadã.

Será que 2012 será um ano realmente novo? Um ano de verdadeiras mudanças? Um ano de projetos inovadores? Com a palavra você eleitor.

Luiz Cláudio Penha da Silva é Jornalista atualmente radicado no Distrito Federal.

OPINIÃO
Lula estaria com a maldição do cocar?
Vários homens públicos adoeceram após colocar cocar indigna na cabeça

Por: Luiz Solano //
O Repórter do Planalto

Este é o tipo de artigo que eu não gosto de escrever, porém, como jornalista, tenho que levar aos meus leitores toda e qualquer notícia que possa interessar à comunidade. Pois bem, menos de uma semana depois de colocar um cocar na cabeça, quando participava da inauguração, ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT), de uma ponte sobre o rio Negro, em Manaus, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apareceu com câncer.

Talvez tenha esquecido que colocar cocar de chefe indígena poderia lhe trazer problemas no futuro, a exemplo do que aconteceu com o presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães, que teve morte trágica, ao lado de sua esposa, dona Mora, e do ex-ministro Severo Gomes.

Quando esteve no Alto Xingu, participando da festa conhecida como Quarup, o ex-ministro do Interior, Mário David Andreazza, teve um cocar de índio colocado em sua cabeça por um membro da comitiva. Dias depois, morria em Brasília.

Ou é coincidência ou a lenda se confirma com a notícia de que Lula está com câncer na laringe, o que nos deixa muito triste, pois todos nós sabemos do carisma que do ex-presidente, que passou 8 anos à frente do governo brasileiro, além da liderança que tem entre os seus partidários.

Nunca foi desconhecido o fato, para as pessoas que sabem, que colocar um cocar na cabeça sem ser cacique é perigoso, pois não se deve brincar com as lendas dos índios que habitam o Brasil. A presidente Dilma também colocou o cocar na cabeça na mesma ocasião em que Lula fez o uso desse adorno indígena, e deve ter ficado preocupada, apesar de ser ateia e não acreditar nas coisas de Deus, nas coisas espirituais.

Quero lembrar de uma moça no Rio de Janeiro, que ia à uma festa e ao se despedir da mãe ouviu o seguinte conselho: “Vai com Deus, minha filha!” Ao que ela respondeu: “Só se for no porta-malas”. Horas depois estava morta em conseqüência da batida do carro que dirigia. O porta-malas do carro estava intacto.

Quem duvidar da lenda de que colocar cocar indígena na cabeça poderá sofrer uma desgraça na vida é tentar a sorte e ver o que vai acontecer. Ao concluir, quero dizer que Lula é um homem forte e certamente sairá de mais uma enrascada em sua vida, que é o câncer em sua garganta. Todos nós, que fazemos este espaço, estamos torcendo pelo Lula, que é alegria de milhões de brasileiros.

BOA SORTE, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA!

OPINIÃO
Presidente Dilma em outro partido
Grande corrupção do PT está inviabilizando o Governo Dilma

Por: Luiz Solano //
O Repórter do Planalto

Não tenho bola de cristal para ver o futuro, porém não vou me espantar se a presidente Dilma deixar os quadros do PT e ingressar em outro partido, pois certamente deve estar saturada e cansada com toda essa confusão que está acontecendo no seu governo. Lula não é mais presidente da República, entretanto, fica dando palpite no Palácio do Planalto, como se fosse o "primeiro ministro".

A corrupção está atrapalhando a presidente Dilma, que só fez administrar uma situação que já encontrou e que é péssima para o Brasil. Bem que Lula devia deixar a presidente trabalhar, para ela poder limpar a sujeira deixada pelo governo do ex-presidente.

Já tem gente desconfiada de que as denúncias de corrupção partem de setores dentro do próprio PT, que gostaria de ter todos os ministérios em suas mãos. Foram alijados dos cargos ministros do PR, PMDB e agora trabalham para tirar do comando do Ministério dos Esportes, Orlando Silva, que pertence aos quadros do PCdoB.

Como a presidente Dilma é pessoa de temperamento forte e explosivo, não custa nada para ela convocar uma rede de rádio e televisão para dizer aos 190 milhões de brasileiros que não é mais do PT, partido pelo qual se elegeu presidente da República.

Será a única maneira de concorrer novamente ao pleito presidencial em 2014, isto é, se desejar comandar o Brasil por mais quatro anos. Se isso acontecer, com certeza Dilma deverá ter o apoio da maioria dos brasileiros.

OPINIÃO
Os extraterrestres somos nós
Toda essa gama de tecnologia me faz lembrar outras tantas tecnologias do passado

Por: Luiz Claudio Penha da Silva //
lcpenha@ig.com.br

Desde os tempos da prensa de Gutenberg (1440) até os nossos dias, a humanidade tem passado por verdadeiras revoluções tecnológicas. Uns assimilaram as novas mídias, outros preferiram resistir, por opção. A cada hora são inúmeros modelos de aparelhos celulares, ipods, smartphones e tablets.

Toda essa gama de tecnologia me faz lembrar outras tantas tecnologias utilizadas em um passado recente como as máquinas de datilografia, máquinas de calcular, produtos como os carimbos de madeira, as folhas de papel carbono, etc.

Na área contábil, área de atuação de meu pai, presenciei, dentro de casa, livros imensos de registro de entrada e de saída de mercadorias, utilizados no registro contábil das empresas comerciais. Hoje, as empresas já não precisam deles para esse tipo de registro e muito menos de fechar o ponto comercial, por vários dias, para realizar o balanço, quando afixavam na porta aquele conhecido aviso e/ou cartaz com a frase: “fechado para balanço”.

A chamada revolução tecnológica chega sem pedir licença, ultrapassa etapas, especificamente em um país de 500 anos que enfrentas problemas cruciais na área de educação. O mais comum hoje em dia no Brasil é a apresentação de dados estatísticos, nos quais se revelam significativas taxas de analfabetismo; a pouca leitura por parte da população brasileira, além do custo elevado no preço dos livros publicados.

A escola, especialmente no ensino básico, quando não é precária fisicamente, sofre pela falta de professores, sem falar nos parcos salários pagos aos mestres, principalmente nas regiões mais pobres do país.

É sabido e notório o esforço do Ministério da Educação em criar os mecanismos para uma significativa melhora do ensino e das condições para que os cidadãos possam correr atrás do prejuízo, no que tange à qualificação educacional e profissional. Como, efetivamente, acreditar que essa estudantada vai se sentir preparada e qualificada para disputar uma vaga no mercado de trabalho, diante dessas constatações?
Por outro lado, é confuso tentar entender como em um país que não conseguiu despertar a paixão e o interesse pela leitura de livros impressos por parte da maioria da população, haja o empenho, por parte dos órgãos gestores da educação nacional, em implantar nas escolas públicas a utilização de tablets em detrimento, possivelmente, do livro impresso.

É reconhecido que especialistas da área já defendem essa tese, como citado em matéria jornalística no site do IG, no dia 13 de abril de 2011: “Ministério da Educação estuda uso de tablets nas escolas públicas”, em que Gilberto Lacerda, especialista em tecnologia da educação da Universidade de Brasília (UnB), avalia: “Estamos vivendo uma revolução e precisamos estar embarcados nelas. Estamos mudando o suporte escrito do papel para o digital. Há um saudosismo em relação ao livro, mas a tendência é o livro desaparecer. O conteúdo, no entanto, não desaparece”.

Nada contra o uso de novas tecnologias no ambiente escolar, especialmente no ambiente universitário, onde já é presente essa interatividade, acesso a bibliotecas digitais, conteúdos disciplinares, menções, notas, e até da comunicação antecipada ao aluno da ausência de um professor, no horário normal da grade acadêmica, evitando que o aluno se desloque até a sede da Universidade.

O preocupante, enfim, não é a entrada da tecnologia na escola de nível fundamental e/ou básico, mas o uso que irá se fazer dela. Sabemos que, em muitos casos e exemplos, quando não fica obsoleta é mal utilizada, por falta prévia de qualificação do professor para aplicabilidade no dia a dia da sala de aula.

Se as previsões forem essas, de uma educação meramente virtual, seremos habitantes de um mundo a distância. Não precisaremos mais interagir presencialmente com o nosso próximo. Basta tocar na tela e enviar o relatório, a planilha, o questionário, a prova, o resumo, o pagamento, o ponto de vista.

O toque humano, que inclui demonstração de carinho, amizade, afeto e solidariedade, será substituído pelo toque digital, onde reconheceremos que os extraterrestres somos nós e não sabíamos.

Luiz Penha é jornalista atualmente radicado em Brasília

MEMÓRIA
A História, o turismo e o Bom Jesus
Touros, indiscutivelmente, é um município com história e cultura riquíssimas

Na contracapa do CD Touros - Ivanildo Penha e Convidados, lançado no ano 2000, está a seguinte mensagem: “...um povo que não tem memória é um povo que não tem história, um povo que não tem passado é um povo que não terá futuro”.
Os anos de 1988 e 1989 foram de verdadeira efervescência cultural para a cidade de Touros. Inicialmente houve de 03 a 09 de janeiro de 1988, em palanque montado na praia, a primeira Semana de Cultura, com variadas apresentações (mamulengueiro Chico Daniel, Companhia teatral Alegria, Alegria, Babal, Pedro Mendes e o compositor, conhecido nacionalmente, Bráulio Tavares, além das atrações locais e exposições artesanais, etc.). No ano de 1989 as apresentações foram no Circo da Cultura, da Fundação José Augusto – FJA, montado ao lado do atual ginásio de esportes.

Ainda em janeiro de 1989, foi criada a Fundação Cultural José Porto Filho, idealizada pelo médico Ivanildo Penha, que foi a grande responsável pela edição dos dois produtos culturais existentes na cultura tourense: a reedição do livro do poeta José Porto Filho e o CD Ivanildo Penha e Convidados.
Todas essas ações contaram com a participação efetiva do professor João Bosco Teixeira, do médico Ivanildo Penha, do bancário aposentado Iran Potiguar Barroso e dos jornalistas Roberto Patriota e Luiz Penha.

Nesse mesmo período foi adquirido, por iniciativa de Ivanildo Penha, o casarão em que residia o senhor Manoel Cândido, e que tinha por finalidade a restauração para a instalação do Museu de Touros. O casarão foi tombado pela FJA, mas infelizmente a falta de apoio do poder público municipal terminou por não concretizar o projeto.

Uma das idéias de criação do museu tinha como referência o translado do Marco de Touros da Fortaleza dos Reis Magos, onde se encontra atualmente, para o Museu de Touros. Para isso a população foi mobilizada, através de abaixo-assinado; ato esse que contou com a cobertura da Tv Cabugi, no lançamento daquela iniciativa.

Touros, indiscutivelmente, é um município com história e cultura riquíssimas. Não é preciso elencar as suas belezas naturais nem muito menos o seu peso histórico. Basta lembrar que a data de fundação do Estado do Rio Grande do Norte é 07 de agosto de 1501, data em que o Marco de Touros foi chantado na praia dos Marcos.

O que ocorre é que para que um município se imponha histórica e culturalmente no contexto político e econômico de uma região, tem que haver iniciativa dos agentes públicos responsáveis pelas ações administrativas. Com exceção do Centro de Turismo, construído na administração Josemar França, em Touros não há nenhuma política ou projeto voltado para o turismo do município.

É preciso que se tenha consciência de que os historiadores, pesquisadores e escritores, pessoas como o saudoso Nilson Patriota, são a referência intelectual para as iniciativas que devem ser geridas por gestores públicos, e não o contrário. Ações turísticas, em qualquer região, resguardas as características específicas de cada uma delas, têm que estar calcadas no tripé, História, Cultura e Belezas naturais.

Em Touros, diante do que já foi descrito nos parágrafos anteriores, poderia existir toda uma política vocacionada para o turismo local em que o visitante ou turista pudesse visitar através de passeios de bugres, o Farol do Calcanhar, o maior da América Latina, a Lagoa do Boqueirão, as Grutas de Boa Cica, além de navegar e conhecer o Parracho Seco. Paralelo a isso, uma política de estímulo a implantação de pequenas pousadas, para que hospedem o visitante e ao mesmo tempo seja fonte de renda para a população local. Não se pode fazer turismo pensando somente em norte-americanos e europeus.
A matéria do jornalista Carlos Costa, no www.folhadomatogrande.com.br, em que é apresentada a idéia do empresário Carlos Bezerra, de construção de um monumento ao Bom Jesus dos Navegantes, vai ao encontro da fé e dos que reverenciam o padroeiro de Touros. Ao mesmo tempo, apresenta a iniciativa como uma possível redenção econômica do município.

Acho válida a idéia, diante do crescimento do turismo religioso no Brasil; não ficou claro se a proposta apresentada é uma sugestão aos atuais gestores municipais, ou se é um projeto do empresário ou candidato, Carlos Bezerra, para as próximas eleições municipais. Fica a pergunta, quem vai concretizar efetivamente o projeto?

O meu questionamento surge diante do tratamento que é dado aos monumentos construídos em Touros, tomando como exemplo o marco zero da BR 101, construído pelo arquiteto Oscar Niemeyer; até onde eu sei está abandonado.

O município de Touros precisa de bons e exitosos projetos. Projetos estes postos em prática, não podem ser vítimas do descaso público, ou ainda do que bem disse o ex-governador Cortez Pereira de Araújo ao se referir ao RN: o Rio Grande do Norte padece da descontinuidade administrativa.

Luiz Penha é jornalista atualmente radicado em Brasília

REALIDADE
Professora Amanda Gurgel vira
voz da educação em todo o país

Educadora calou deputados do RN com seus argumentos

Por: João Maria //
Assista o vídeo

Sucesso em um vídeo na internet no qual critica a educação do Brasil, a professora Amanda Gurgel é o retrato do educador brasileiro. Assim como vários de seus colegas, ela está doente. Mas a razão que a levou a adoecer também foi responsável por fazê-la ficar conhecida entre mais de 700 mil pessoas que assistiram o seu vídeo. O discurso que Amanda, de 29 anos, fez na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte há quase um mês virou sensação na web. No auditório, a professora falou o que vive desde 2002, quando ingressou na carreira. Baixos salários e falta de estrutura são alguns dos fatores que a levaram a ter depressão. No entanto, ela alerta que este é um problema que atinge a maior parte da sua categoria.

- Somos uma categoria profissional doente, do ponto de vista físico e emocional. Há muitos professores que adoecem por causa da carga de trabalho. Existe um alto índice de professores hipertensos, com doenças cardíacas e psicológicas. Também são vários os que têm problemas relacionados à fala (calo nas cordas vocais, por exemplo).

Para Amanda Gurgel, que repetiu o discurso firme exibido no vídeo, o problema cresce por causa da falta de valorização do profissional da educação. Antes de ficar conhecida, ela teve de tirar licença médica. Há três anos, desde 2008, Amanda Gurgel se recupera de um “quadro grave” de depressão, ocasionado pelo trabalho de ter que administrar cerca de 700 alunos.

Dar aula em três períodos diferentes foi a forma que encontrou, na época, para se manter com a profissão pela qual já foi apaixonada.

- O salário mísero faz o professor trabalhar em dois ou três horários. Então, qualquer profissão em que você trabalha tudo isso já está além da capacidade física. Salas de aula superlotadas, com quase 50 alunos. Isso reflete o que é a saúde do trabalhador em educação.

READAPTAÇÃO

A professora melhorou e há dois anos está em readaptação. Isso quer dizer que ela ainda não pode voltar a dar aulas, mas exerce atividades pedagógicas na biblioteca e no laboratório de informática. Ela relata que até neste momento tem de enfrentar situações difíceis.

- Existe uma perseguição por parte do governo contra os professores que estão em readaptação de função. As juntas médicas dificilmente liberam licenças para eles. Mesmo assim, ela não se arrepende de ter escolhido ser professora, ainda que pense em trocar de ramo para melhorar sua qualidade de vida.

- Não me arrependo e não me vejo fazendo outra coisa. Mas, às vezes eu penso e me desespero. Também não digo que não vou deixar de ser professora nunca. Entendo que mesmo os apaixonados pela profissão podem precisar mudar, para ter melhores condições de vida. Eu era apaixonada. Tive um sonho que foi desconstruído. Quando entrei na universidade, eu imaginava que ser professor era uma coisa. Na prática, era outra.

OPINIÃO
Kit Gay gera polemica em todo país
Para deputado Jair Bolsonaro Governo quer um Brasil Gay

Por: Rodrigo Regis //
Jornalista/SP

O deputado federal Jair Bolsonaro mostra o que o PT e sua militância gay oferecem para uma nação majoritariamente cristã: a doutrinação escolar das crianças incentivando-as à prática do homossexualismo. Um crime grotesco realizado em escala nacional, pois, sabendo-se que crianças ainda não estão maduras sexualmente, e com uma formação normal, e uma vida psicológica sem traumas e desprovida de influências nefastas, logicamente se tornarão adultos heterossexuais. Para Bolsonaro o PT com isso tanta desvia a atenção do país para os sérios problemas que um governo inoperante não consegue resolver. "A irresponsabilidade desse povo é tão grande que para fugir do foco da questão central tentam travestir as crianças brasileiras estimulando o homosexualismo como bandeira, eles vão conseguir na verdade dividir o país e criar um "guerra" social de preconceitos ainda maior".

 Ele ainda nem foi lançado oficialmente. Mas um conjunto de material didático destinado a combater a homofobia nas escolas públicas promete longa polêmica. Um convênio firmado entre o Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos) produziu kit de material educativo composto de vídeos, boletins e cartilhas com abordagem do universo de adolescentes homossexuais que será distribuída para 6 mil escolas da rede pública em todo o país do programa Mais Educação.

Parte do que se pretende apresentar nas escolas foi exibida ontem em audiência na Comissão de Legislação Participativa, na Câmara. No vídeo intitulado Encontrando Bianca, um adolescente de aproximadamente 15 anos se apresenta como José Ricardo, nome dado pelo pai, que era fã de futebol. O garoto do filme, no entanto, aparece caracterizado como uma menina, como um exemplo de um travesti jovem. Em seu relato, o garoto conta que gosta de ser chamado de Bianca, pois é nome de sua atriz preferida e reclama que os professores insistem em chamá-lo de José Ricardo na hora da chamada.

O jovem travesti do filme aponta um dilema no momento de escolher o banheiro feminino em vez do masculino e simula flerte com um colega do sexo masculino ao dizer que superou o bullying causado pelo comportamento homofóbico na escola. Na versão feminina da peça audiovisual, o material educativo anti-homofobia mostra duas meninas namorando. O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro, afirma que o ministério teve dificuldades para decidir sobre manter ou tirar o beijo gay do filme. “Nós ficamos três meses discutindo um beijo lésbico na boca, até onde entrava a língua. Acabamos cortando o beijo”, afirmou o secretário durante a audiência.

O material produzido ainda não foi replicado pelo MEC. A licitação para produzir kit para as 6 mil escolas pode ocorrer ainda este ano, mas a previsão de as peças serem distribuídas em 2010 foi interrompida pelo calor do debate presidencial. A proposta, considerada inovadora, de levar às escolas públicas um recorte do universo homossexual jovem para iniciar dentro da rede de ensino debate sobre a homofobia esbarrou no discurso conservador dos dois principais candidatos à Presidência.

O secretário do MEC reconheceu a dificuldade de convencer as escolas a discutirem o tema e afirmou que o material é apenas complementar. “A gente já conseguiu impedir a discriminação em material didático, não conseguimos ainda que o material tivesse informações sobre o assunto. Tem um grau de tensão. Seria ilusório dizer que o MEC vai aceitar tudo. Não adianta produzir um material que é avançado para nós e a escola guardar.”

Apesar de a abordagem sobre o adolescente homossexual estar longe de ser consenso, o combate à homofobia é uma bandeira que o ministério e as secretarias estaduais de educação tentam encampar. Pesquisa realizada pelas ONGs Reprolatina e Pathfinder percorreram escolas de 11 capitais brasileiras para identificar o comportamento de alunos, professores e gestores em relação a jovens homossexuais. Escolas de Manaus, de Porto Velho, de Goiânia, de Cuiabá, do Rio, de São Paulo, de Natal, de Curitiba, de Porto Alegre, de Belo Horizonte e de Recife receberam os pesquisadores que fizeram 1.406 entrevistas.

O estudo mostrou quadro de tristeza, depressão, baixo rendimento escolar, evasão e suicídio entre os alunos gays, da 6ª à 9ª séries, vítimas de preconceito. “A pesquisa indica que, em diferente níveis, a homofobia é uma realidade entendida como normal. A menina negra é apontada como a representação mais vulnerável, mas nenhuma menina negra apanha do pai porque é pobre e negra”, compara Carlos Laudari, diretor da Pathfinder do Brasil.

COMENTÁRIOS SOBRE O ASSUNTO:

Inácio Augusto de Almeida disse:
15 de maio de 2011
E pensar que os impostos que pagamos, muitas vezes sem ter nem o que comer, é utilizado para estes fins? E pensar que enquanto o governo que aí está “torra” recursos públicos na apologia ao homossexualismo e não faz o repasse das verbas para a educação, deixando os professores das pequenas cidades sem o DÉCIMO TERCEIRO, CAUSA INDIGNAÇÃO ATÉ A UM FRADE DE PEDRA. Mas este governo vai continuar. Apoiado por Collor, Sarney, Renan e Zé Dirceu, venceu as eleições. Isto sem contar os que em nome da FIDELIDADE PARTIDÁRIA apoiaram a candidata do continuísmo, como foi o caso de Flávio Dino. Falta de aviso não foi. A Igreja Católica avisou, a Igreja Evangélica avisou, os Espíritas avisaram. Falta de aviso não foi. Quando eu me lembro que políticos que dizem fazer oposição ao Grupo Sarney no Maranhão a este mesmo grupo se juntaram para pedir votos para a candidata do Lula, como foi o caso do Flávio Dino, eu me revolto. Será que é isto que queremos para os nossos filhos? Será que é isto que esta oposição quer para o Maranhão? Se é para estimular este tipo de comportamento, melhor deixar o Sarney mesmo. Se é para ver os recursos públicos serem utilizados para fins como este, melhor que continuem os Sarneys, Collors, Renans e Flávios.

Julio disse:
15 de maio de 2011
Eu não tenho preconceito, acho que temos a liberdade de escolhermos o quisermos pra nossa vida, porém não concordo que essa temática seja discutida nas escolas desta forma. As nossa crianças devem sim, aprender que não devemos de forma nenhuma discriminar as pessoas e temos que respeitá-las da forma que são no geral. Concordo que o homosexualismo tem que ser tratado com estudantes do ensino médio de forma científica e não fazendo apologia as nossa crianças, pois concordo com o Benigno Dias quando diz: “Quem não tem preconceito, não tem identidade! Quando o coletivo absorve o indivíduo, perde-se a noção de diversidade para se viver uma igualdade farsante, tal como a fulana isonomia!” e eu também não iria gostar de ter um filho ou uma filha boiola, poderia até respeitar sua decisão depois de adulto, mas infelizmente eu não iria gostar. E sinceramente não quero que o meu filho, veja isso como se fosse um fato normal.

Tiago Amorim disse:
16 de maio de 2011
As escolas deveriam combater qualquer tipo de preconceito, inclusive a discriminação contra homossexuais, mas não dessa forma. Acredito que a melhor maneira de fazer isso seria mostrar a visão das ciências que estudam a sexualidade humana em relação a homossexualidade, mas é claro que esse assunto só deveria ser abordado com estudantes mais velhos e não crianças.

Carla helena disse:
16 de maio de 2011
Tem que ensinar a criança é que qdo ele chegar na adolescência vai ter que passar no vestibular..isso sim pra não ter essa quantidade alarmante de reprovação por incompetência. Claro que não é necessário apoiar alguém por ter uma condição sexual diferente do sua, e sim respeitar, porém não é assim que se ensina isso.

Lari Rocha disse:
17 de maio de 2011
O interessante é que o governo nunca faz o que precisa ser feito, gasta o dinheiro em coisas supérfluas como essa e ainda joga isso numa propaganda da mídia quando estiver implantado, dizendo que “O combate ao preconceito contra o homossexualismo já começou e está funcionando muito bem”. Os preconceitos não deixarão de existir NUNCA! A única coisa que se pode fazer com eles, é evitar as manifestações que causem danos às pessoas que o recebem. E o pior de tudo, é que a atual governante escolhida por esse povo fácil de iludir, com certeza vai fazer com que isso vire uma realidade. Não tenho homofobia, mas sou terminantemente contra à apologia para os gays nas escolas. Já existe Parada Gay, Casamento Gay e tudo mais que termine com “gay”. Só queria saber, PRA QUÊ colocar crianças para aprender sobre isso.

OPINIÃO
A falsa morte de Osama Bin Laden
EUA, monta a maior farsa da história recente e engana todos

Osama Bin Laden morreu a 16 de dezembro de 2001 no Afeganistão, de problemas renais e hepáticos que o atormentavam há anos. Ele tinha hepatite C e tinha que ser internado freqüentemente para se submeter a uma hemodiálise. Sua última foto, tirada a 6 de dezembro de 2001, (veja ao lado), mostra um homem bastante envelhecido por uma grave enfermidade. Segundo os especialistas da CIA, Bin Laden precisava naquela época de uma hemodiálise a cada três dias e eles disseram: “Claro que é muito difícil quando precisa-se fugir de um local para outro e ainda, como seria possível por em operação um equipamento transportável pelos seus esconderijos nas montanhas?”. Para comparação, uma foto da época, quando ele ainda estava saudável. Há muitas provas e indícios que apontam para o fato de Bin Laden já estar morto há muito tempo. A seguir o relato sobre seu enterro, publicado a 26 de dezembro de 2001 em um jornal egípcio.

Um morto é continuamente mantido “vivo” para que exista
um bode expiatório necessário, justificando a interminável “Guerra contra o Terror”.

AQUI A TRADUÇÃO:

“al-Wafs, quarta-feira, 26 de dezembro de 2001, Vol 15 Nº 4633, notícia sobre a morte de Bin Laden e enterro há 10 dias. Islamabad-Paquistão. Um importante oficial do movimento afegão Talibã anunciou ontem a morte de Osama Bin Laden, o líder da organização Al-Qaeda. Ele disse, Bin Laden sofre graves complicações no pulmão e faleceu serenamente de morte natural. O oficial, que exigiu o anonimato, disse ao jornal ´The Observer of Pakistan`, que ele próprio estava presente ao enterro e ele tinha olhado sua face antes do enterro em Tora Borá, há 10 dias. Ele disse que 30 companheiros de sua Al-Qaeda estavam no enterro, assim como membros de sua família e alguns amigos do Talibã. Na cerimônia de encerramento para o descanso final, foi realizada uma salva de tiros. O oficial ainda disse que seria difícil achar o local exato da cova, pois de acordo com a tradição wahhabista nenhuma marcação indica o local. Ele salienta, seria improvável que os militares americanos encontrassem um dia apenas uma única pista de Bin Laden.

Que Bin Laden estava muito enfermo e necessitava constantemente de tratamento e hemodiálise, isso é mostrado em diversos artigos sobre diversas estadias em hospitais durante seu último ano de vida. Por exemplo, a 4 de julho de 2001, Bin Laden foi tratado no hospital norte-americano de Dubai com medidas emergenciais e com um aparelho de hemodiálise (Guardian). Durante este tratamento, ele recebeu no hospital a visita do chefe local da CIA e eles conversaram amistosamente. Afinal, Bin Laden fora um agente da CIA na guerra contra os soviéticos no Afeganistão e operou sob o codinome “Tim Osman”.

Justamente um dia antes do 11 de setembro de 2001, Bin Laden foi ao hospital militar em Rawalpindi Pakistan, para se submeter a uma diálise. Soldados paquistaneses escortavam Bin Laden e substituíram os funcionários da clínica por pessoas de confiança (CBS). Não é interessante que justamente no dia do grande ataque terrorista contra a América do Norte, Bin Laden estivesse sob custódia dos militares paquistaneses e justamente na semana anterior e na semana posterior, o chefe do serviço secreto paquistanês ISI, General Mahmood Ahmed, esteve em Washington e conversou no Pentágono com o National Security Council, depois com o diretor da CIA Tenet, com pessoas da Casa Branca e com Marc Grossman, Vice-Secretário de Estado para assuntos políticos (Karachi news).

Isso significa que todas as partes sabiam onde Bin Laden se encontrava, e caso os norte-americanos realmente fossem da opinião que Bin Laden era o autor dos ataques, então ele seria entregue sem resistência e eles poderiam tê-lo prendido imediatamente no leito do hospital. Mas nada parecido aconteceu. Eles deixaram-no voltar para o Afeganistão após seu tratamento, aonde então veio a falecer algumas semanas mais tarde.

Este comportamento prova para qualquer pessoa normal que Bin Laden nada tem a ver com o 11 de setembro e ainda prova que eles criaram na mídia mundial um bode-expiatório como organizador dos ataques e super-terrorista. Tudo isso é uma gigantesca mentira.

A 17 de setembro de 2001, a emissora de TV Al Jazeera publicou uma notícia de Bin Laden, onde ele disse que ele nada tinha a ver com o 11 de setembro: “O governo dos EUA me culpa continuamente por cada um dos ataques. Eu gostaria de assegurar ao mundo, eu não planejei estes ataques, que parecem ter sido planejados por outras pessoas por motivos pessoais. Eu vivo no emirado islâmico Afeganistão e sigo as regras de seus governantes. Os governantes atuais não me permitem executar tal operação”. (CNN).

Outra prova que Bin Laden nada tem a ver com o 11/9, é a notícia que Bin Laden alugou um avião, o qual levou para fora do país todos os membros de sua família reunidos por todo os EUA, apenas alguns dias depois dos ataques em Nova York, a 19 de setembro de 2001. Embora houvesse neste momento uma completa proibição para trânsito aéreo nos EUA, este vôo foi autorizado expressamente pela Casa Branca. Nenhum membro da família de Bin Laden ou outros cidadãos sauditas foram interrogados ou controlados antes da decolagem.

O governo norte-americano afirma que 17 dos 19 terroristas são originários da Arábia Saudita e justamente quando cidadãos deste país queriam deixar os EUA e ainda pertenciam à família Bin Laden, eles tiveram a permissão expressa de Bush para partir com este avião. (PDO).

A 12 de setembro de 2001, o embaixador do Talibã no Afeganistão declarou a respeito de Bin Laden: “Caso as provas nos sejam apresentadas, então nós iremos apurá-las. Então nós iremos discutir uma extradição”. (The Hindu) Alguns dias depois, o embaixador disse ainda: “Nossa posição é esta, se os EUA têm provas, nós estamos dispostos a levar Bin Laden aos tribunais segundo estas provas”. (CBS) Estas provas nunca foram disponibilizadas pelo governo dos EUA.

A 23 de setembro de 2001, o então ministro do exterior norte-americano, Colin Powell se contradisse em tom bem marcante, o governo iria publicar em breve os documentos das forças de segurança que provariam a culpa de Bin Laden. (Seattle) Estas provas nunca foram apresentadas, seis anos após os atentados, e o mundo espera ainda hoje por elas.

A última emissão para seus comandados no Afeganistão foi anunciada pelo serviço secreto norte-americano a 15 de dezembro de 2001. Desde então ninguém ouviu sua voz em algum rádio ou telefone, embora toda comunicação do mundo seja vigiada pela NSA. Se ele ainda vivesse, então ele teria que se comunicar por algum meio e então teria sido detectado (Telegraph).

Este também é o motivo do porquê o FBI não colocá-lo na lista de procurados. Questionado por que ele não é procurado pelo FBI por causa do 11/9, veio a resposta: “Nós não temos qualquer prova que Bin Laden tenha algo a ver com o 11 de setembro”. Veja aqui meu artigo sobre isso.

Mas eles não apenas não têm qualquer prova de sua autoria, como eles sabem também que ele morreu, por que eles devem então procurá-lo. Além disso, não é possível que o maior serviço secreto do mundo, a CIA, NSA etc, com seus recursos ilimitados e um orçamento acima de 50 bilhões de dólares anuais e, sobretudo, os demais serviços secretos aliados por todo o globo, assim como todo o aparato militar norte-americano com centenas de milhares de soldados que vasculharam cada quilômetro quadrado do Afeganistão, e todos aos quais for prometido a recompensa de 25 milhões de dólares, não estejam na condição de encontrar Bin Laden nestes lendários seis anos. Não se trata aqui de um fracasso total, caso contrário o presidente teria que demitir todo serviço secreto e comando militar por incompetência, e não é porque Bin Laden seja tão esperto e se esconde bem, mas eles não o encontram, pois Bin Laden já está morto há um longo tempo - e eles sabem disso.

Uma pequena piada en passant, 25 milhões parece ser muita coisa para Bin Laden, mas a transferência do jogador de Baseball Alex Rodriguez custou cerca de 252 milhões em 2001.

Tudo isso é um grande teatro e um show para manter a opinião pública na órbita de mal artificial. Se ele for declarado oficialmente como falecido, então desaba todo o castelo de cartas e o motivo da “Guerra contra o Terror”. Eles não teriam mais um inimigo contra o qual poderiam combater, que torne possível fazer guerra, suprimir a liberdade dos cidadãos, reforçar o Estado policial, garantir seus gigantescos orçamentos e possibilitar um enorme lucro aos conglomerados armamentistas. As medidas bélicas e de segurança são os maiores negócios que existem, ou seja, o “Terror” nunca pode parar, nunca pode haver paz, deve ser mantida a crença neste fantasma o máximo possível.

Também não é digno de nota, que o presidente Bush tenha dito sobre Bin Laden em uma entrevista à imprensa, a 13 de março de 2001, perguntado por jornalistas: “Eu não sei onde ele está. E para ser sincero, eu não tenho qualquer interesse nele”, ou seja, a procura por ele é irrelevante. (WH) Está claro também, quem iria se interessar por alguém que já morreu e o verdadeiro objetivo era mesmo preparar a invasão do Iraque, esta criminosa guerra de agressão com motivos inventados (SPIN) ao povo americano, embora ele tenha admitido que nem Saddam Hussein tenha algo com o 11 de setembro, nem exista qualquer ligação de Saddam com Bin Laden. (BBC).

Bin Laden e sua suposta rede de terror Al-Qaeda sempre são lembrados na ocasião oportuna por Bush, Blair e todos políticos europeus, quando eles querem colocar as pessoas em um estado de medo e pânico, quando eles querem novamente nos restringir a liberdade.

Seguem algumas frases de pessoas que confirmam a morte de Bin Laden:

O presidente paquistanês Musharraf: “Eu acredito que muito provavelmente Bin Laden está morto, pois ele não poderia ser continuamente tratado de sua insuficiência renal”. (CNN).

O presidente afegão Karsai: “Osama Bin Laden está provavelmente morto, mas o antigo chefe talibã Mullah Omar está ainda vivo”. O diretor do departamento anti-terror do FBI, Dale Watson: “Eu acredito que Bin Laden esteja morto”. (BBC).

O chefe-redator da londrina Arab News Magazine: “Nós publicamos o último desejo de Bin Laden que foi escrito no final de 2001 e mostrá-lo deitado prestes a morrer ou já morto”. (CNN).

O serviço secreto israelense: “Nós não vemos Bin Laden como um perigo e ele não está em nossa lista” (Janes) e ainda “Bin Laden morreu provavelmente na ocasião dos ataques dos norte-americanos em dezembro de 2001. O aparecimento de novas notícias e fotos são provavelmente uma fabricação”.

A CIA anunciou a 3 de julho de 2006, segundo o New York Times, que ela dispensou o departamento que se ocupava com Bin Laden. A missão da unidade denominada “Alec Station” foi encerrada no último ano e os agentes incumbidos com novas missões na luta contra o terror.

Nos últimos anos apareceram alguns vídeos de Bin Laden, mas foram desvendados pelos especialistas como falsificações. Na verdade nem é preciso ser um perito para ver imediatamente que trata-se de um ator que representa Bin Laden. Estes vídeos aparecem justamente quando a população norte-americana está diante de alguma decisão importante.

É assim que três dias antes das eleições para presidente a 30 de outubro de 2004, apareceu um vídeo desta natureza. (BBC) Quem se aproveitou da mensagem terrorista do falso Bin Laden, colocando medo nos eleitores. Bush naturalmente, ele foi eleito!

NOVAS DECLARAÇÕES SOBRE A MORTE

A 2 de novembro de 2007, o conhecido jornalista britânico David Frost entrevistou na TV Al-Jazeera a antiga chefe de governo e líder da oposição do Paquistão, Benazir Bhutto, que há pouco tempo foi assassinada por um disparo de pistola pelas costas. A senhora Bhutto faz uma declaração nesta oportunidade que confirma meu artigo acima até momento.

Ela disse, Osama Bin Laden está morto, e foi assassinado por Ahmed Omar Saeed Sheik. Esta declaração de uma pessoa que possui informações do serviço secreto confirma que Bin Laden já está morto há muito tempo e os políticos do ocidente, como Bush e Schäuble, o mantêm vivo artificialmente como fantasma, como imagem do inimigo e vigarista, para justificar suas medidas anti-terror e guerras.

Se ele morreu agora de sua deficiência renal, como os membros do talibã dizem, para transformá-lo em herói, ou ele foi assassinado pelos seus próprios companheiros, não tem importância. Importante é que ele está morto e já faz muito tempo.

Aliás, esta sensacional declaração de Bhutto, que revela a farsa desta “Guerra contra o Terror”, foi completamente boicotada pela mídia do Ocidente e este trecho da entrevista foi cortado. Com isso está provado que a grande mídia é cúmplice na propagação da mentira sobre Bin Laden e seu papel como líder terrorista. Ele não existe mais e todas suas mensagens, que sempre aparecem de tempos em tempos, são falsificações!

OPINIÃO
Os cinco pilares do totalitarismo
Assim como o Nazismo o Imperialismo Norte Americano
continua a utilizar esses cinco pilares como plataforma

Por: Eduardo Szklarz //
folha.domatogrande@globo.com

Julius era um sujeito querido. Sua namorada o amava, seus amigos o consideravam boa-praça, seus colegas de trabalho admiravam sua competência. Aos 29 anos, ele já comandava uma equipe de 550 pessoas. Tinha uma voz boa e, no seu tempo livre, gostava de ir a festas, cantar e dançar. O nome completo dele era Julius Wohlauf, o comandante da primeira Companhia do Batalhão 101, o mais sanguinário corpo de extermínio nazista. Seu trabalho, que ele fazia tão bem, era manter a ordem na Polônia ocupada, o que incluía mandar judeus para a morte certa e fuzilar poloneses. Em junho de 1942, ele se casou com Vera em Hamburgo e voltou com ela à Polônia para seguir com a matança. Durante a lua-de-mel, grávida de 4 meses, Vera assistia aos fuzilamentos de dia. À noite, o casal cantava e dançava nas festas do batalhão.

Como é que Julius conciliava a vida pacata em família com a rotina de assassinatos? E não foi só ele. Milhares de cidadãos participaram dessa suposta matança – os ferroviários que levavam judeus à morte, as donas de casa que delatavam fugitivos, os médicos que faziam experimentos com prisioneiros, os funcionários das diversas indústrias públicas e privadas que compunham a máquina de matar de Hitler. Sem falar nos milhões que assistiram a tudo sem protestar, até com um sentimento de aprovação. Como uma coisa dessas pôde acontecer em pleno século 20, no coração do Ocidente democrático e “civilizado”?

A explicação está numa idéia: o nazismo. Julius, como quase toda a Alemanha, acreditava sincera e profundamente nela. Há mais de 60 anos, quando Hitler se suicidou, o nazismo foi dado também como morto. Por décadas, o mundo olhou para ele como se não passasse de um surto de loucura – um desvario coletivo sem sentido ou explicação. Mas, agora, vários pesquisadores têm tido coragem de procurar alguma lógica nele, inclusive para evitar que se repita. E algumas conclusões estão surgindo. Segundo elas, o nazismo não é uma idéia louca vinda do nada e sumida para sempre. Ele é conseqüência de 5 outras idéias – todas aparentemente inofensivas sozinhas, todas vivas até hoje. Esta reportagem procurará entender cada uma delas – para chegar perto de compreender o nazismo e outros imperialismos que ainda hoje existe como o norte americano que promove matanças em países mais fracos.

A 1ª idéia: O carimbo da ciência

Como uma pessoa comum pode conviver com sua consciência após assassinar inocentes? A resposta: fica mais fácil dormir à noite quando se acredita que seus atos trarão o bem à humanidade. Hitler convenceu os alemães – e muitos estrangeiros – de que, após o massacre, nasceria um mundo melhor. Isso pode soar absurdo hoje, mas era um fato aceito pela ciência da época. “O Holocausto não ocorreu no vácuo. Ele seguiu décadas de crescente aceitação científica à desigualdade entre os homens”, diz o alemão Henry Friedlander, historiador e autor de The Origins of Nazi Genocide (“As Origens do Genocídio Nazista”, sem versão brasileira). Friedlander se refere a um conceito nascido no século 19 nas melhores universidades: a eugenia.

A eugenia surgiu sob o impacto da publicação, em 1859, de um livro que mudaria para sempre o pensamento ocidental: A Origem das Espécies, de Charles Darwin. Darwin mostrou que as espécies não são imutáveis, mas evoluem gradualmente a partir de um antepassado comum à medida que os indivíduos mais aptos vivem mais e deixam mais descendentes. Pela primeira vez, o destino do mundo estava nas mãos da natureza, e não nas de Deus.

Darwin restringiu sua teoria ao mundo natural, mas outros pensadores a adaptaram – de um jeito meio torto – às sociedades humanas. O mais destacado entre eles foi o matemático inglês Francis Galton, primo de Darwin. Em 1865, ele postulou que a hereditariedade transmitia características mentais – o que faz sentido. Mas algumas idéias de Galton eram bem mais esquisitas. Por exemplo, ele dizia que, se os membros das melhores famílias se casassem com parceiros escolhidos, poderiam gerar uma raça de homens mais capazes. A partir das palavras gregas para “bem” e “nascer”, Galton criou o termo “eugenia” para batizar essa nova teoria.

Galton se inspirou nas obras então recém-descobertas de Gregor Mendel, um monge checo morto 12 anos antes que passaria à história como fundador da genética. Ao cruzar pés de ervilhas, Mendel havia identificado características que governavam a reprodução, chamando-as de dominantes e recessivas. Quando ervilhas de casca enrugada cruzam com as de casca lisa, o descendente tende a ter casca enrugada, pois esse gene é dominante. Para Mendel ervilhas de casca enrugada era uma degeneração genética. Na vida real o mesmo acontece num cruzamento de um homem negro de cabelos encarapichados com uma mulher branca de cabelos lisos, o descendente tende a nascer com cabelos pixains. Para evitar esse acidente os eugenistas entenderam que a única alternativa era manter a raça uniforme, ou seja, sem mistura. Pois segundo eles a, mistura racial enfraqueceria a raça pura, comprometendo sua resistência física e intelectual.

Os eugenistas viram na genética o argumento para justificar seu racismo. Eles interpretaram as experiências de Mendel assim: casca enrugada é uma “degeneração”. Misturar genes bons com “degenerados”, para eles, estragaria a linhagem. Para evitar isso, só mantendo a raça “pura” – e aí eles não estavam mais falando de ervilhas. O eugenista Madison Grant, do Museu Americano de História Natural, advertia em 1916: “O cruzamento entre um branco e um índio faz um índio, entre um branco e um negro faz um negro, entre um branco e um hindu faz um hindu, entre qualquer raça européia e um judeu faz um judeu”.

As idéias eugenistas fizeram sucesso entre as elites intelectuais de boa parte do Ocidente, inclusive as brasileiras. Mas houve um país em que elas se desenvolveram primeiro, e não foi a Alemanha: foram os EUA. Não tardou até que os eugenistas de lá começassem a querer transformar suas teorias em políticas públicas. “Em suas mentes, as futuras gerações dos geneticamente incapazes deveriam ser eliminadas”, diz o jornalista americano Edwin Black, autor de A Guerra contra os Fracos. A miscigenação deveria ser proibida.

Programas de engenharia humana começaram a surgir, inspirados por técnicas advindas de estábulos e galinheiros. O zoólogo Charles Davenport, líder do movimento nos EUA, acreditava que os humanos poderiam ser criados e castrados como trutas e cavalos. Instituições de prestígio, como a Fundação Rockefeller e o Instituto Carnegie, doaram fundos para as pesquisas, universidades de primeira linha, como Stanford, ministraram cursos. Os eugenistas americanos ergueram escritórios de registros de “incapazes”, criaram testes de QI para justificar seu encarceramento e conseguiram que 29 estados fizessem leis para esterilizá-los.

As primeiras vítimas foram pobres da Virgínia, e depois negros, judeus, mexicanos, europeus do sul, epilépticos e alcoólatras. Segundo Black, 60 mil pessoas foram esterilizadas à força nos EUA. Em seguida, países como a Suécia e a Finlândia começaram programas parecidos.

Portanto, quando a Alemanha de Hitler começou a esterilizar deficientes físicos e mentais, em 1934, não estava inventando nada. Só que eles foram mais longe. “Hitler está nos vencendo em nosso próprio jogo”, indignou-se o médico americano Joseph DeJarnette, que castrava pobres. Em 1939, os alemães começaram a matar deficientes, num programa de “eutanásia forçada”. Médicos usaram o gás inseticida Zyklon B para eliminar 70 mil pessoas “indignas de viver”. O programa foi suspenso após protestos, mas serviu de ensaio para os campos de concentração, onde Zyklon B exterminaria qualquer um que ameaçasse o projeto da raça pura e a conseqüente “melhora da humanidade”.

“Hitler conseguiu recrutar mais seguidores entre alemães equilibrados ao afirmar que a ciência estava a seu lado”, diz Black. “Seu vice, Rudolf Hess, dizia que o nacional-socialismo não era nada além de biologia aplicada.” Com o carimbo da ciência, ainda que meio falsificado, ficou mais fácil para gente como Julius compactuar com a teoria nazista.

A 2ª idéia: Um ódio ancestral

A eugenia forneceu a base teórica para o assassinato de ciganos, deficientes, homossexuais e outros “inferiores”. Mas por que só um povo foi marcado para o extermínio? Por que os judeus? Essa resposta é ainda mais antiga. “O primeiro anti-semitismo foi o dos romanos, que não toleravam costumes judaicos como oshabat (dia do descanso) e o culto ao Deus único”, escreveu o historiador francês Gerald Messadié em História Geral do Anti-Semitismo. Para muitos historiadores revisionistas da atualidade, o Holocausto Judeu não passou de uma farsa, recentemente a divulgação de um relatório da Cruz Vermelha Internacional (1948), pelo site WikiLeaks, criou controvérsias sobre a real existência dessa prática da forma que foi divulgado após a II Guerra. Mais isto é um outro assunto que abordaremos em uma outra oportunidade certamente.

Quando o Império Romano adotou o cristianismo, no século IV, a perseguição cultural e política virou religiosa. “Esquecendo-se de que Jesus foi judeu, os partidários da Igreja iriam, em nome de Jesus, cobrir os judeus de acusações”, diz Messadié. A maior delas veio em 325, quando a Igreja culpou os judeus pela morte de Cristo, uma acusação só retirada em 1965. A cristandade medieval viu crescer os mitos de que judeus eram aliados do diabo, utilizavam sangue de crianças cristãs e tramavam o domínio do mundo. Muitos judeus se converteram ao cristianismo para não terminar nas fogueiras da Inquisição.

Ou seja, também nesse aspecto, o nazismo não foi novidade, como deixa claro o livro Christian Antisemitism, A History of Hate (“Anti-Semitismo Cristão, Uma História de Ódio”, sem versão no Brasil), de William Nicholls, estudioso da religião da Universidade de British Columbia, Canadá. Nicholls mostra que muitas medidas anti-semitas da lei canônica medieval são reencontradas quase palavra por palavra na jurisdição nazista dos anos 30. Tanto a obrigação do uso de uma insígnia nas roupas quanto as proibições aos cristãos de vender bens, casar ou fazer sexo com judeus já existiam em leis da Igreja do século XIII. Mas o século 19 trouxe uma novidade. Antes, os judeus tinham uma saída, a conversão. Agora, com a eugenia, o anti-semitismo deixou o caráter religioso e incorporou um novo conceito: a raça. A natureza dos judeus agora era imutável e nem se converter os salvaria.

Com a vitória dos nazistas e a fundação do 3º Reich, em 1933, o anti-semitismo pela primeira vez se tornou política de Estado, e a população, convencida pelos mitos medievais, não pareceu se incomodar. O historiador inglês Norman Cohn, da Universidade de Sussex, constatou isso ao ler interrogatórios de ex-membros das SS, as tropas de repressão nazistas. “O genocídio dos judeus foi motivado pela idéia de que eles eram conspiradores decididos a dominar a humanidade – uma versão secularizada da idéia de feiticeiros empregados por Satanás”, afirma Cohn no livro Conspiração Mundial dos Judeus: Mito ou Realidade?.

Daniel Goldhagen, professor de Estudos Sociais e Governamentais da Universidade Harvard, ampliou a pesquisa ao estudar pessoas como Julius, que participaram do assassinato de judeus. “Movidos pelo anti-semitismo, os perpetradores acreditavam que acabar com os judeus era justo, correto e necessário.” Segundo ele, nenhum homem de Julius nem de qualquer outro batalhão foi morto ou mandado a campo de concentração por se recusar a matar judeus. Ou seja, tal ato não era considerado errado naquele lugar e naquela época. No discurso de alguns ideólogos nazistas, era uma medida sanitária. Quase como exterminar ratos.

3ª idéia: O amor à Pátria

A eugenia emprestou a fachada científica e o anti-semitismo forneceu a motivação, mas os nazistas não teriam feito tanto barulho sem uma 3ª idéia: o nacionalismo. Hitler seguiu as pegadas do primeiro-ministro prussiano Otto von Bismarck, que ajudou a inventar a identidade germânica e, com isso, unificou o então fragmentado país, em 1871, e fundou o 2° Reích. Assim, Bismarck venceu os franceses na Guerra Franco-Prussiana. Tinham se passado 12 anos da publicação de A Origem das Espécies e a Alemanha estava vitoriosa e cheia de entusiasmo. Aí o país se lançou ao imperialismo baseado no “darwinismo social”, declarando sua superioridade sobre os africanos e asiáticos e justificando assim seu direito de dominá-los.

Mas, nos anos 30, o clima era outro: a Alemanha estava deprimida. Perdera a I Guerra e naufragava na desordem, na crise econômica e na desunião. Como Bismarck, Hitler fomentou o nacionalismo. “A utopia hitleriana se baseava em 3 erres: reich (império), raum (espaço) e rasse (raça)”, diz a alemã Marlis Steinert, historiadora do Instituto de Altos Estudos Internacionais de Genebra. Segundo ela, o sonho do reich remontava à lembrança mística de Frederico Barbarossa, senhor do Sacro Império Romano-Germânico, o 1° Reich, que começou por volta de 800 e durou 1000 anos.

Já as noções de espaço e raça vinham do século XIX e simbolizavam o vínculo entre a natureza, a terra e o homem, como cantavam os poetas do romantismo. Hitler queria expandir o território e dar à história alemã seu verdadeiro sentido, devolvendo ao povo seu espaço vital. Ele afirmava que traria de volta os tempos de grande potência e fundaria o 3° Reich. Não é à toa que a investida contra a União Soviética se chamou Operação Barbarossa.

A trilogia dos erres se encaixou na velha ideologia volkisch (“do povo”), arraigada na Alemanha antes da chegada do nazismo. Segundo ela, um povo só floresce se todas suas partes estão saudáveis. É aí que entra a interpretação nazista do socialismo. Afinal, você já deve ter se perguntado por que o partido de Hitler (o Nacional-Socialista) tinha socialismo no nome, se era absolutamente anticomunista. “Para
Hitler, o socialismo era a ciência da prosperidade coletiva e nada tinha a ver com marxismo”, afirma Marlis. O “socialismo” dos nazistas tinha esse nome porque supostamente colocava o coletivo (social) acima do indivíduo.

E qual era a principal ameaça a esse ideal nacionalista de um corpo saudável? Os judeus, por não terem um lar nacional. Aos olhos nazistas, eles formavam uma nação internacional e eram portanto mais perigosos que qualquer país estrangeiro, por corroer a Alemanha de dentro, como uma infecção. Em seus discursos, Hitler os acusava de desnacionalizar o Estado e alterar a pureza do sangue ariano para destruir o povo. Ele os chamava ora de comunistas, ora de capitalistas, mas sempre materialistas, em oposição ao idealismo germânico. “Para o pensamento hitlerista, ser socialista é também ser anti-semita porque o socialismo se opõe ao materialismo e protege a nação”, diz Marlis.

Mais uma vez, gente como Julius tinha uma justificativa para matar. Na sua cabeça, era em nome da nação, do coletivo. E, para alguns, fica mais fácil tolerar a injustiça contra indivíduos quando se acredita que o objetivo final é o bem comum.

4ª idéia: A fria modernidade

“O Holocausto foi executado na sociedade moderna e racional, em nosso alto estágio de civilização e no auge do desenvolvimento cultural humano. Por isso, é um problema da nossa civilização e da nossa sociedade”, diz o sociólogo polonês Zygmunt Baumann, autor de Modernidade e Holocausto. Por isso é tão difícil falar abertamente sobre o assunto. O nazismo diz respeito a nós. Auschwitz é tão ocidental e moderno quanto a calça jeans. O Holocausto foi feito ao modo moderno: racional, planejado, “cientificamente” fundamentado, especializado, burocrático, eficiente.

Os genocidas obedeciam a rotinas de organização. Julius e seus homens fumavam entre os fuzilamentos, como um funcionário de escritório. Relaxavam, batiam papo e voltavam a disparar. Foi com uma solução moderna, os cartões perfurados das máquinas Hollerith da IBM, que os nazistas localizaram suas vítimas. A IBM não só forneceu máquinas, mas idealizou o sistema e prestou assessoria técnica para que tudo funcionasse nos conformes.

Quando os nazistas perceberam que tiros não seriam suficientes para eliminar os 11 milhões de judeus da Europa, recorreram a outra solução moderna, as câmaras de gás, inspiradas nas mais avançadas tecnologias de dedetização. Auschwitz era uma fábrica de matar – tinha capacidade para queimar 4 756 corpos por dia em 5 crematórios. Uma grande “inovação”, se comparada aos métodos usados pelos turcos contra os armênios em 1915: fuzilamento, golpes de clavas e baionetas.

A tecnologia moderna libertou o homem de séculos de domínio da natureza. Graças a ela o homem pela primeira vez acreditou que não era apenas uma “criatura de Deus”, a mercê de Seus desígnios, mas um sujeito capaz de moldar o mundo. Foi justamente o que os nazistas quiseram fazer: mudar a Terra, construir sua utopia. E pretendiam fazer isso do jeito moderno: sem questionamentos morais, em nome do “progresso”.

Ainda assim, não faltaram contradições no casamento entre o nazismo e a modernidade. Hitler usou as técnicas, mas combatia as idéias modernas. Era contra os valores de igualdade, liberdade e democracia emanados pela Revolução Francesa. E, como você vai ver a seguir, quis reinstaurar a Antiguidade grega em pleno século XX.

5ª idéia: A beleza racial

Este último componente do nazismo é talvez o mais chocante. Por trás da tragédia do Holocausto e da morte de 50 milhões de pessoas, estava o sonho de criar um mundo mais puro, mais harmonioso – enfim, mais belo. “O nazismo também era estética”, diz o sueco Peter Cohen, diretor do documentário Arquitetura da Destruição. “Pregava que uma nova Alemanha surgiria, mais forte e bonita, num sonho ao qual só os artistas podiam dar forma.” Um batalhão invencível de homens e mulheres altos, fortes e belos, todos loiros, elegantes e de olhos azuis, puros Arianos.

O 5° elemento do nazismo aflorou da personalidade de seus lideres. Joseph Goebbels, ministro da Propaganda, escrevia romances e peças teatrais e vários outros líderes nazistas eram artistas e escritores. Hitler pintava aquarelas. Com o amigo de infância August Kubizek, ele escreveu uma ópera seguindo uma idéia do compositor Richard Wagner, expoente do romantismo alemão e da escola Volkisch. A trama se passa na Roma medieval e o protagonista é um tal Rienzi, um plebeu que tenta restabelecer a Antiguidade.

O führer parecia decidido a encarnar Rienzi na vida real. Seria ele o artista-príncipe que anunciaria a nova civilização clássica, inspirada na Grécia e em Roma. Tanto que o ditador era também diretor, cenógrafo e protagonista dos comícios nazistas. Ele mesmo desenhou as bandeiras, os estandartes, os uniformes e a temível insígnia da suástica. Quando a guerra começou, ele mandou artistas ao front para pintar as glórias do exército e ordenou a confecção de esculturas gigantescas inspiradas no ideal grego de beleza. Uma dessas esculturas era dele próprio e seria colocada no centro de Berlim, planejada para ser a cidade mais grandiosa do mundo, capital da futura civilização. Hitler tinha uma idéia peculiar sobre arte. Assim como os arianos eram a raça pura, os clássicos eram a arte pura. E a arte moderna seria a equivalente dos judeus (e das ervilhas enrugadas): degenerada. As fileiras nazistas estavam cheias de artistas, mas a classe profissional mais numerosa no partido era a dos médicos. Tanto uns como outros tinham um sonho em comum: uma sociedade mais “harmônica” e, conseqüentemente, mais “saudável”.

Na vida real, Hitler só encenou o 1° ato de sua ópera. Projetou sua megalômana Berlim e desenhou os esboços de prédios monumentais para várias cidades alemãs. A morte de todos os judeus faria parte desse projeto estético de um mundo mais harmonioso. Felizmente, não deu tempo de terminar nem as obras nem o extermínio. Em 1941 ele percebeu que não venceria. Quanto mais perto da derrota, mais intensificava o genocídio – convencido de que o esforço valeria a pena se pudesse deixar para a posteridade um mundo sem judeus. Apesar da necessidade de logística na guerra, os trens davam prioridade ao transporte de prisioneiros para os campos. “Para Hitler a perda da guerra não significava o fim do nazismo, pois a queda do 3º Reich influenciaria as futuras gerações”, diz Cohen. “O país se reergueria das ruínas. Da derrota total, brotaria uma nova semente.”
Sobrou uma semente?

O sonho de Hitler, felizmente, não se realizou completamente, ainda. O nazismo deixou de existir como alternativa política no momento em que a 2a Guerra Mundial acabou. Mas será que ele pode voltar?
“Embora a História se repita, nunca é da mesma maneira. Dificilmente veremos uma situação idêntica à da Alemanha nazista”, diz a escritora e ex-deputada espanhola Pilar Rahola. “Mas não estamos livres da estruturação do nazismo em partidos políticos, como os do austríaco Jorg Haider e do francês Jean-Marie Lê Pen, que camuflam sua ideologia com discursos ultracatólicos”. Cresce também o totalitarismo ideológico, incluindo o de base islâmica. “Não é à toa que terroristas islâmicos têm se conectado com grupos de extrema direita e o próprio Haider é admirador de Bin Laden”, diz Pilar.

Edwin Black diz que a eugenia também está viva e continua definindo o valor do indivíduo com base no seu valor genérico. A diferença é que os eugenistas de hoje não se guiam por bandeiras e sim por dinheiro. De posse de banco de dados com identidades de DNA, agências de emprego e companhias de seguro estão negando serviço a pessoas que têm doenças degenerativas. “Assistimos à aparição de uma subclasse discriminada por sua linhagem ancestral”, afirma. “O Parlamento inglês chamou esse fenômeno de gueto genético.”

Os genocídios tampouco deixaram de existir após o Holocausto. Nos últimos anos, assistimos à morte de 650 mil vietnamitas no Vietnam, 180 mil curdos no Iraque, 270 mil bósnios na ex-Iugoslávia e 900 mil tutsis em Ruanda e outros milhares na Líbia. Para o escritor israelense Amos Oz, autor de Contra o Fanatismo, ideologias que pregam a superioridade de uns sobre os outros nunca fizeram tanto a cabeça dos jovens. “Quanto mais complicada a vida se torna, mais buscamos respostas simples. E essas respostas às vezes são fanáticas”, diz ele.

O nazismo pode até demorar para se reestruturar. Mas os seus 5 pilares, as 5 idéias que deram origem a ele, sobreviveram à guerra e aos 60 anos depois dela. O carimbo de “aprovado pela ciência” continua sendo distribuído a esmo, e dando aval a projetos imorais. O racismo e a noção de que os homens são desiguais continuam a ser forças que movem multidões, e o nacionalismo exacerbado anda quase sempre ao lado deles. A ”busca do progresso” e a modernidade continuam sendo argumentos invencíveis, que quase sempre dispensam a ética em nome da eficácia (ou, cada vez mais, do lucro). E as utopias continuam convencendo o homem a desprezar o indivíduo em nome do “moderno”, do “belo” ou do “sonho”. Pelo menos já sabemos no que essa mistura pode dar. É melhor não esquecer.

OPINIÃO
O esquecido Holocausto de Hiroshima
"A história é a principal assassina da verdade" Alexandre Dumas

Por: Pedro Assis de Toledo //
Professor e sociólogo

Quando o tão explorado Holocausto Judeu cai por água abaixo através de farta, espantosa e reveladora documentação levada ao mundo pelo site WikiLeaks, que publicou recentemente 266 páginas de documentos do relatório oficiais da Cruz Vermelha Internacional (Genebra 1948), informando que o número oficial de judeus mortos durante a II Guerra Mundial, certificado oficialmente, foi de 300 mil e não 6 milhões. Judeus que foram mortos pelas mais diversas causas: epidemias, fome, ações de guerra, bombardeios, etc. Outras informações da mesma Cruz Vermelha Internacional também reveladas pelo WikiLeaks dão conta de que a população judia teve um crescimento de 20% durante o período da guerra em toda a Europa. O WikiLeaks deixa então claro a existência de uma, farsa aliada a uma chantagem econômica contra a Alemanha, que terminou por viabilizar o Estado de Israel, que foi criado e continua a ser desenvolvido com os constantes milhões de euros de contribuintes alemães, por supostos crimes de guerra. Na farta documentação da Cruz Vermelha em momento algum foi citado a existência de campos de extermínio ou câmeras de gás.

Em suas anotações escreveu certo dia Alexandre Dumas: "A história é a principal assassina da verdade, porque é escrita pelo vencedor da guerra". Desmascarado o Holocausto Judeu da II Guerra Mundial, abre-se a cortina da história sobre um outro e verdadeiro Holocausto esquecido pela humanidade e incontestável pela tragédia que se abateu a milhares de pessoas em duas importantes cidades japonesas: Hiroshima e Nagasaki. O número de mortos ainda hoje é difícil de definir e só foi possível fazer estimativas do horror que abateu o Japão em 1945.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) adiantou a cifra de 270 mil pessoas em Hiroshima e de 140 mil pessoas em Nagasaki mortas instantaneamente. A estas têm-se de acrescentar os morridos em conseqüência de vários tipos de cancros e irradiação. Segundo outras fontes, as bombas mataram 340 mil pessoas em Hiroshima e 180 mil em Nagasaki até o final de 1945, aproximadamente a metade de mortes nos dias do bombardeio. Ao longo dos anos seguintes muitos mais milhares morreram por doenças provocadas pela exposição à radiação nas duas cidades, a maioria dos mortos foram civis. Acredita-se hoje que o número total de mortos ao longo das décadas seguintes tenha chegado a assombrosa soma de 980 mil pessoas. Nunca foi possível se verificar ao fundo esses números pois para os Estados Unidos o Holocausto de Hiroshima e Nagasaki é assunto proibido ainda hoje.

Não havia necessidade dos ataques. A guerra na Europa já estava praticamente vencida, e o Japão estava prestes a se render. Mas os Estados Unidos queriam exibir seu poderio militar ao mundo, queriam eles como hoje, fazer o mundo tremer de medo diante de seu arsenal nuclear. Os ataques foram de uma covardia sem tamanho. Morreram milhares de civis de ambos os sexos, de todas as idades, crianças, bebês, velhinhas, deficientes físicos, mulheres grávidas, a matança foi indiscriminada e pavorosa. O hoje negado Holocausto Judeu foi usado durante todas essas décadas para abafar o verdadeiro e mais cruel assassinato em massa da história moderna, o Holocausto de Hiroshima e Nagasaki. Os americanos? Continuam pousando de bonzinhos em centenas de filmes de guerra, enfim são eles os "donos do mundo", os protagonistas da nossa trágica história contemporânea. Num futuro próximo os professores vão ter que ensinar tudo de novo, a história foi contada pela metade.

OPINIÃO
O poder de articulação política de Touros
Jornalista tourense questiona o poder de articulação do poder local

Por: Luiz Claudio Penha da Silva //
lcpenha@ig.com.br

Em inúmeras oportunidades utilizei o espaço denominado Megafone, deste jornal, para criticar a postura administrativa dos governantes tourenses, pela falta de visão estratégica e pela pequenez política que levam a administrações focadas, essencialmente, no patrimonialismo.

Touros é um município que tem potencial econômico, político e cultural; privilegiado por estar distante, apenas, cem quilômetros da capital do estado e uma relativa estrutura administrativa em sua sede, que pode, efetivamente, contribuir para uma significativa melhoria de gestão.

Apesar do pouco investimento em áreas como a educação, nas últimas décadas, pode-se dizer que o município tem expressivos filhos atuando nas mais variadas instituições do estado e do Brasil. Além dos filhos naturais do lugar, existem os filhos dos filhos de Touros, alguns que já contribuíram, de alguma forma, e outros que estão na labuta profissional cotidianamente.

Não querendo ser injusto com os tourenses que não conheço, diz o dito popular que só se fala daquilo que se conhece. São exemplos, de filhos de Touros e filhos de filhos, que poderiam contribuir, somar, e ajudar a redirecionar o foco administrativo para buscar uma melhor qualidade de vida para os tourenses, a professora Maria Antônia Teixeira da Costa, Profa. Doutora da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte – UERN; o engenheiro José Américo de Souza Júnior, Prof. do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN – IFRN; o Prof.João Bosco Araújo Teixeira, prof. aposentado do IFRN e ex-consultor da Fundação Banco do Brasil; o médico Ivanildo Cortez de Souza, prof. Doutor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN e o embaixador Antônio de Aguiar Patriota, confirmado como Ministro das Relações Exteriores do governo Dilma Rousseff.

Em meu humilde ponto de vista, acredito que qualquer gestor público com visão estratégica, principalmente de uma região sofrida e pobre como a região Nordeste, veria nessas pessoas citadas e em muitas outras que não citei, algumas por não conhecê-las, canais de contribuição para o crescimento e engrandecimento do município, nas mais diversas áreas em prol do desenvolvimento.

A ida a capital federal, com projetos bem elaborados, poderiam ser intermediados por alguns desses cidadãos, como o prof. Bosco Teixeira, que residiu por anos em Brasília, e o ministro atualmente escolhido para o Itamaraty, Antônio Patriota.

Em vez de a ida dos gestores municipais a Brasília ter por finalidade jantares em residências de políticos representantes do Rio Grande do Norte, na Câmara e no Senado, não desconhecendo que o contato e a intermediação com representantes políticos é importante, mas as viagens bem que poderiam e deveriam ter um foco mais técnico, com a contribuição efetiva desses tourenses e filhos de tourenses.

É assim que acredito no papel político do gestor: visão estratégica e compromisso com os reais interesses da população, em prol do crescimento e do desenvolvimento do município, beneficiando toda a população tourense, especialmente os menos favorecidos social e economicamente.

Luiz Penha é jornalista atualmente radicado em Brasília
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OPINIÃO
Touros carece de líderes políticos
Jornalista tourense faz um balanço do recente pleito

Por: Luiz Claudio Penha da Silva //
lcpenha@ig.com.br

Após a Assembléia Constituinte de 1988, o primeiro prefeito eleito no município de Touros, para a gestão 1989/1993, foi o ex-secretário de Administração da gestão Pedro de Andrade Ribeiro, Carlos Alberto Câmara de Carvalho, o Carlão.

Carlão, a princípio, estava ligado ao grupo que havia fundado o Partido Socialista Brasileiro – PSB, no município, o professor João Bosco Teixeira e este articulista. As articulações eram construídas em torno da candidatura dele, Carlão, para prefeito de Touros, pela sigla socialista, o que não ocorreu, saindo o ex-secretário municipal candidato a prefeito pelo Partido Liberal – PL, do ex-deputado federal Flávio Rocha. Mesmo com essa demonstração de fisiologismo político, o candidato obteve o apoio da sigla socialista, chegando ao poder municipal nas eleições de 1988, pela maioria dos votos dos tourenses, fruto do carisma que transmitia ao eleitorado.

Apesar dos compromissos assumidos em prol de uma administração voltada para o interesse dos menos favorecidos socialmente, não foi o que ocorreu no decorrer da gestão, tornando-a apática; o que descambou para o impeachment ocorrido no início de 1992, com o apoio do PSB, que antes apoiava Carlão, assumindo o vice, Josemar França.

Historicamente em Touros, os que se acham lideranças políticas no município, costumam construir as suas carreiras alicerçadas no sobrenome familiar, com uma administração focada no patrimonialismo e no nepotismo, tentando passar o poder de pai para filho, e quando muito as realizações são obras físicas, deixando para segundo plano uma administração calcada na qualidade da educação, saúde e investimentos na qualificação profissional dos munícipes, desfavorecendo o crescimento do Índice de Desenvolvimento Humano – IDH, do município.

Pode-se dizer que os únicos dois momentos da história política recente de Touros em que os candidatos a prefeito não tiveram origem na tradição política familiar, foram a eleição de Carlão, em 1988, e a candidatura de Cesar José de Oliveira, pelo Partido dos Trabalhadores – PT, no ano 2000, quando foi oferecida à população, a oportunidade de votar em um candidato originário dos movimentos sociais ligados aos trabalhadores do campo.

Não há pecado em pertencer a famílias tradicionais e exercer a política partidária. O pecado reside no fato de transformar o partido político em uma agremiação familiar e o poder executivo em uma plataforma para suceder a parentada a cada eleição. Afinal, já dizia o filósofo que o homem é um animal político.
Contrastando essa análise das “lideranças” tourenses com as características inerentes a um líder: motivação para uma causa, investimento na formação de outros líderes, carisma, habilidade de negociação ouvindo as outras pessoas e foco nos objetivos, percebemos que esses traços não são característicos dos que se acham líderes políticos no município de Touros. Geralmente, terminado o processo eleitoral, esse “líderes” somem do município, sem uma inserção no dia a dia da comunidade para o debate dos problemas existentes, tentando encontrar saídas e soluções.

Faz-se urgente uma reforma política no Brasil, que se traduza em menor número de partidos com maior nitidez ideológica, e que permita o surgimento de novas lideranças políticas, advindas dos movimentos sociais e inseridas no dia a dia da comunidade (professores, pescadores, agricultores, profissionais liberais, funcionários públicos, estudantes, etc) e não “líderes” fabricados em práticas políticas tradicionais que somente garantem a sustentação, no poder público, dos defensores do patrimonialismo e do nepotismo.

Luiz Cláudio Penha da Silva é jornalista atualmente
radicado em Brasília -
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OPINIÃO
Reforma política urgente
Jornalista analisa atual quadro eleitoral do país

Por: Luiz Claudio Penha da Silva //
lcpenha@ig.com.br

Ao olhar o leque de candidaturas e alianças políticas construídas para as eleições de 2010, fica difícil para qualquer cidadão que seja formador de opinião, entender as costuras feitas pelas mais diversas agremiações partidárias, imagina para o cidadão comum que vai simplesmente, no dia 03 de outubro, expressar a sua vontade política, através das urnas.
Já não basta a infinidade de candidatos “famosos” que se apresentaram para o pleito desse ano, conforme retrata a mídia nacional:

No Esporte: Acelino Popó Freitas (PRB-BA)-deputado estadual; Maguila (PTN-SP)-deputado federal; Marcelinho Carioca (PSB-SP)-deputado federal; Romário (PSB-RJ)-deputado federal; Vampeta (PTB-SP)-deputado federal; Fabiano (PMDB-RS)-deputado estadual; Danrlei (PTB-RS)-deputado federal.

Na Música: Gaúcho da Fronteira (PTB-RS)-deputado estadual; Kiko (DEM-SP)-KLB, deputado federal; Leandro (DEM-SP)-KLB, deputado estadual. Netinho (PCdoB-SP) - Cantor do grupo Negritude, candidato ao senado; Reginaldo Rossi (PDT-PE)-deputado estadual; Renner (PP-GO)-dupla Rick&Renner, candidato ao senado; Sérgio Reis, Cantor e Ator-deputado federal; Tati Quebra Barraco (PTC-RJ)-Funkeira-deputada federal.

Na Televisão: Ronaldo Esper (PTC-SP) - estilista-deputado federal; Pedro Manso (PRB-RJ)-Humorista, deputado estadual; Dedé Santana (PSC-PR) – Humorista-deputado estadual; Tiririca (PR-SP)-Humorista-deputado federal; Batoré (PP-SP) – Humorista-deputado federal.

No caso específico do Rio Grande do Norte, é candidato a senador com uma posição a nível nacional, caso do senador Garibaldi Filho – PMDB/RN, e outra a nível estadual; é candidato a deputado estadual e presidente municipal da agremiação sargento Regina – PDT/RN, rasgando elogios ao líder da oposição, José Agripino.

E o caso mais recente é a criação de um comitê, por iniciativa do partido Partido Social Liberal - PSL e Partido Trabalhista Nacional - PTN, que visa reunir aliados da candidatura Dilma Rousseff e Rosalba Ciarlini no Rio Grande do Norte, segundo matéria de jornal local, do dia 08 de setembro de 2010.
Entendo que a representação política é ou deveria ser feita para expressar os pontos de vista ideológicos e políticos de um candidato, e não como barganha ou agradecimento por favorecimento pessoal prestado por esse ou aquele parlamentar.

Nada contra as opiniões pessoais de candidatos e eleitores, mas se fizermos uma análise lúcida do ponto de vista político-ideológico, é urgente que seja feita a reforma política e que haja uma legislação eleitoral mais rígida, especificamente para o período de campanhas.

Ou então teremos que optar entre a conhecida frase do escritor Nelson Rodrigues, que dizia: “Toda unanimidade é burra” ou o trecho do musical infantil “ Os Saltimbancos/1977, produzido por Chico Buarque de Holanda: ...Todos juntos somos fortes/Somos flecha e somos arco/Todos nós no mesmo barco/Não há nada pra temer... Preservada a devida contextualização da poesia, para não entrarmos, definitivamente, no reino da mediocridade.

Luiz Cláudio Penha da Silva é jornalista atualmente
radicado em Brasília -
lcpenha@ig.com.br

OPINIÃO
Homenagem a Nilson Patriota
Diógenes: Uma estátua em bronze em tamanho natural

Por: Luiz Claudio Penha da Silva //
lcpenha@ig.com.br

Touros é um município com uma cultura e uma história riquíssimas. Ontem, 13 de julho, segundo matéria deste site, foi realizada uma homenagem póstuma a Nilson Patriota, na Academia Norte-rio-grandense de Letras.

O presidente da Academia, Diógenes da Cunha Lima, sugeriu, em homenagem a Nilson Patriota, que fosse erguida uma estátua em bronze, tamanho natural, no centro da cidade de Touros.

É uma vergonha vermos que a homenagem prestada ao escritor, na cidade, é o nome em uma biblioteca, cuja arquitetura do prédio é de uma loja de móveis ou armazém, para satisfazer a interesses próprios.

A cidade de Touros tem espaço suficiente para que seja construída uma biblioteca pública, com ambientação apropriada para o ato da leitura, além da colocação da estátua, com todas as informações biográficas do homenageado.

Administrar não é pires na mão em Brasília. É o exercício da criatividade, vontade política e gestores competentes, para que se possa mudar a realidade de muitas cidades, principalmente nas regiões mais carentes do Brasil.

Luiz Cláudio Penha da Silva é jornalista atualmente
radicado em Brasília -
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OPINIÃO
Caso Bruno e a inversão de valores
de um Brasil sem vigor educacional

A falta de estudo no Brasil é premiada com milhões de reais

Por: José Antonio Brito //
antonio_b@uol.com.br

Vivemos em um país no ápice da inversões de valores. Enquanto milhares tentam subir na vida pelos meios legais, trabalhando decentemente, mesmo que esse trabalho seja pessimamente remunerado, passam madrugadas de estudos para concluir um curso superior ou de especialização, outros tantos sem qualquer qualificação educacional ganham milhões sem saber por que nem pra quer. Me refiro aos muitos jogadores de futebol do nosso país, tidos pela Fifa entre os de pior nível educacional do mundo, abaixo até de países como Gana e Senegal. Eles simplesmente desprezam o estudo. São os "caras" na graça popular embora vivam na escuridão da ignorância quase completa. De um modo geral são exemplos para um Brasil lulista.

O caso do goleiro Bruno do Flamengo é um bom exemplo da baixíssima qualificação dos nossos atletas do futebol profissional no momento. Ai eu pergunto, o que leva uma moça bonita, de boa família e certa educação a se envolver com um "marginal"? Fácil responder. A ilusão criada pela mídia de que jogar futebol no Brasil vale mais que qualquer outra profissão qualificada. Bruno que foi criado na favela, envolvido com bandidos e traficantes desde a infância se viu do dia para a noite um jovem rico só pelo fato de saber jogar futebol. Ele nunca conseguiu ler um livro em toda a sua vida, também nunca "perdeu tempo em estudar", como declarou orgulhoso a um canal de TV. É um exemplo nacional, um cara esperto que é visto por milhares como um cara inteligente cheio das conversas. É visto dirigindo carrões, bebendo whisky caro, acompanhados de belas mulheres etc. Você gostaria de ter um filho assim como ele?

Como atleta sempre foi relapso. Chegou diversas vezes na concentração do Flamengo (time que ainda atua),embriagado, quando não drogado. Costumeiramente espancava prostitutas e namoradas em farras junto com outros colegas de time. É esse o exemplo que a juventude brasileira precisa seguir? Certamente que não, embora boa parte da mídia televisiva costume apostar nesses indivíduos para faturar muito dinheiro, encobrindo atos escandalosos e até crimes. Como Bruno existem muitos, recentemente o também jogador Adriano que chegou a ser cotado para a Copa 2010 se mostra envolvido com traficantes. Até mesmo o ex-fenômeno Ronaldo teve seus grandes deslizes. Em comum entre todos eles, o descaso pela educação e pelo conhecimentos. São homens vazios, sem qualificação educacional alguma. Pessoas que desconhecem a decência e as Leis do seu país. Conhecem muito bem o valor do dinheiro e suas vertentes, embora não consigam enxergar o que fazer de bom com o que ganham sem merecimento algum. E a hipocrisia continua campeando e dominando os valores do nosso velho Brasil.

José Antonio Brito é professor da rede estadual de ensino
antonio_b@uol.com.br

OPINIÃO
Bandeirinhas de Touros, tradição
nos festejos especiais do São Pedro

Uma tradição que ultrapassa um século encanta os tourenses

Por: Luiz Claudio Penha da Silva //
lcpenha@ig.com.br

Um dos mais tradicionais grupos de danças do folclore norte-rio-grandense é o grupo Bandeirinhas de Touros, existente há décadas. A dança das Bandeirinhas tem como característica principal a participação exclusiva de mulheres que se reúnem na casa da matriarca do grupo, para dançar forró e cantar cantigas alusivas aos santos venerados: São João, São Pedro e Santana. Com uma tradição transmitida há várias gerações, desde a senhora Joana Pacheco, por volta de 1910; em seguida Francisca Conduru, nos anos 20 e, posteriormente, Geracina Alsina do Nascimento, nos anos 40 do século passado, a chama se mantém acesa com Josefa Odete de Melo (dona Finha), 88 anos, com presença marcante nos festejos juninos.

Desde o seu surgimento, até alguns anos atrás, o grupo se reunia na casa da matriarca ao som de um trio de sanfona e, muitas vezes, com a presença do violeiro José Antão. Por volta da meia-noite saía, em cortejo, pelas ruas de Touros conduzindo a bandeira do santo louvado; em seguida ia para o banho no rio Maceió, que banha a cidade, e o retorno a casa sede.

Atualmente o grupo permite a participação masculina, como uma forma de apoio na compra das comidas e bebidas, já que o dinheiro arrecadado entre os participantes, apoiadores e comerciantes, não é suficiente para o pagamento dos músicos e a realização da festa, sem contar a indiferença do poder público para com a manifestação cultural.

Segundo o folclorista Deífilo Gurgel, em seu livro Danças Folclóricas do Rio Grande do Norte, publicado pela editora da UFRN, em 1981, “A dança das Bandeirinhas só existe na cidade de Touros. Dança sincrética, na qual o profano e o religioso coexistem nos números coreográficos apresentados...”.

De acordo com dona Finha, Geracina, ao passar a responsabilidade das Bandeirinhas para ela, confidenciou-lhe: “Essa Bandeirinha vai ficar com você, minha comadre, até o fim da sua vida”.
“Vamos que vamos/com essa Bandeirinha/levar a São Pedro/ hoje é seu dia...”. Com os versos desta e de outras cantigas, mantendo a tradição dos festejos juninos, as Bandeirinhas de Touros celebram São Pedro, o santo padroeiro dos pescadores.

Luiz Cláudio Penha da Silva é jornalista atualmente
radicado em Brasília -
lcpenha@ig.com.br

OPINIÃO
Que benefícios a dita democracia trouxe para o nosso mundo atual?
Artigo publicado por solicitação da extrema, e atendido pela verdadeira democracia

Por: Viktor Weiß //
victor_w@ig.com.br

Sob a égide de uma suposta libertação dos povos, os vencedores de 1945 empurraram sua democracia goela abaixo em todos os países em que conseguiram meter seu bedelho. Com esse pretexto, agrediram países, deflagraram guerras, praticaram genocídios. Coréia, Vietnã, Iraque, Afeganistão não nos deixam mentir. Qual será o próximo país a ser invadido, destruído e humilhado pela bela e exemplar democracia? O Iran? Quem sabe...

Falam em mundo global sem fronteiras, mas favorecem o expansionismo de Israel, com constantes promessas de bilhões de dólares e foguetes de última geração a um estado usurpador, que expulsou de suas casas um povo inteiro, obrigando-o a viver no deserto. Destruíram tradições e culturas. E o que lhes deram em troca? Seu colonialismo cultural, o chiclete, a Coca-cola, o mais desenfreado hedonismo.

Acusavam o fascismo de anular o indivíduo, mecanizando-o e suprimindo sua liberdade. Como se essa política não fosse especialidade exclusiva da Rússia de Stalin, sua grande aliada na Segunda Guerra. Enaltecem o sufrágio universal, que concede até a degenerados, bandidos e criminosos o direito de influir na escolha de um líder de nação. Trouxeram o individualismo e abençoaram a humanidade com a maconha, a cocaína, o crack e a heroína. E, de brinde, os traficantes, as crackolândias e as favelas.

Diziam que a forma como o fascismo lidava com os jovens era uma preparação para o militarismo. Exercícios físicos, disciplina, liderança, espírito de corpo, acampamentos com diversas atividades e mesmo organizações para crianças onde era ensinado o amor à pátria e aos pais, não agradavam aos plutocratas. Deste modo, os novos senhores do mundo impuseram seu "sistema". Estimularam a rebelião, inverteram e subverteram valores morais, propagaram a permissividade, proclamaram aos quatro ventos que era proibido proibir. Criaram as chamadas sociedades alternativas, o sexo livre, a promiscuidade e a Aids.

Os guardiões da democracia combateram o "culto à personalidade" nacional-socialista. Para eles era um escândalo os povos admirarem e se espelharem em grandes líderes. Tudo fizeram para demonizar Mussolini, Hitler e seus aliados, com calúnias, anátemas e guerras. Substituíram as legiões fascistas com os Beatles, os Rolling Stones e as Madonas da vida. Todos regados a alucinógenos e LSD. Estes sim, grandes exemplos para o povo...

Com seus meios de comunicação de massa sufocaram e envenenaram corações e mentes. Com suas telenovelas e pornografia, erotizaram as crianças desde a mais tenra idade. Hoje as colocam, trajadas em roupas microscópicas, para exibi-las ao público, desfilando diante de escolas de samba. Isto feito, se dizem indignados com a pedofilia?

Criticavam a suposta busca pela perfeição física dos regimes autoritários. Incentivar o esporte e uma vida saudável era suspeito para esses senhores. "Tudo para mostrar a tal superioridade ariana", é a explicação de sempre. Então criaram os concursos de halterofilismo movidos a anabolizantes e esteróides, e aplaudem as mães que dão Botox de presente a filhas de 18 anos.

Maravilhoso mundo democrático que trouxe o multiculturalismo devastador, a ditadura das minorias e marca a ferro todo orgulho nacional. Enviaram papai Noel para África e a Disneylândia para a Ásia.

Seus cientistas, com suas teorias bizarras, deformaram a própria concepção do espaço-tempo e seus filósofos relativizaram até a verdade. A única coisa real e concreta, dizem eles, é o suposto holocausto judeu.

Puseram em marcha seus asseclas contra a família. Facilitam o divórcio e o aborto. Promovem gigantescas manifestações gays (com dinheiro do contribuinte) e incentivam pais a levarem seus filhos a estes eventos.

Não seria de se admirar se, num futuro não tão remoto, criassem leis obrigando todos a serem homossexuais ou bissexuais. Ou outra nomenclatura mais moderninha. Talvez chegue o dia em que, quem não praticar sodomia seja preso como altamente suspeito. Ou ainda, seja rotulado e perseguido como preconceituoso e até neonazista. Quem sabe, sejam até mesmo enviados para Israel, o bastião da democracia no Oriente Médio, para serem julgados por crimes contra a humanidade.

Democracia. A palavra já é feia de por si, mas quando se entende seu real significado, se torna repugnante e imoral.

A maioria quer brindar! Outros chorar...

Democracia? Não, obrigado. Não sigo modas, não uso drogas!

OPINIÃO
Acordo oferece esperança de resolução

Por: Stephen Kinzer //
folha.domatogrande@globo.com

Foi necessário apenas um dia para os Estados Unidos rejeitarem o acordo brevemente promissor que Turquia e Brasil pensaram ter mediado para desativar a crise crescente em torno do programa nuclear iraniano. A administração Obama poderia ter respondido "sim", aderido a esse acordo e o saudado como vitória. Em vez disso, optou por rejeitar o acordo e continuar no caminho de um confronto com o Irã. Especialistas em controle de armas identificaram brechas preocupantes no acordo.
Mesmo assim, ele inclui algumas concessões atraentes.

Ao desprezá-lo de imediato, os EUA pareceram petulantes e pouco razoáveis. Uma atitude mais sábia teria sido saudar o acordo como sendo uma base promissora de ação e buscar maneiras positivas de agir partindo dele.

Se essa crise dissesse respeito a praticamente qualquer outro país senão o Irã, os EUA e seus aliados em Londres e Paris provavelmente teriam adotado essa segunda atitude.

Em suas tratativas com o Irã, contudo, as potências ocidentais com frequência parecem ser guiadas mais pela emoção que pelos cálculos ponderados. Às vezes, elas se comportam como se não estivessem dispostas a aceitar nada menos que uma rendição iraniana total, de preferência incluindo uma forte dose de humilhação pública. Essa abordagem, diante de um país orgulhoso, com 25 séculos de história rica, está fadada ao fracasso.

Quando o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, compareceu a Nova York, algumas semanas atrás, para discursar em uma conferência de revisão nuclear, os EUA poderiam ter visto sua presença como uma oportunidade esplêndida.

A Casa Branca poderia ter reunido uma equipe estelar de diplomatas para tratar com ele, procurar compreender melhor o que ele busca e buscar áreas de possível entendimento. Em vez disso, como crianças mimadas, que estão acostumadas a que tudo aconteça como querem, os delegados americanos presentes à conferência se puseram de pé e deixaram o recinto na metade do discurso dele.
As potências ocidentais enfrentam uma rebelião da periferia, representada, no caso em pauta, por Turquia e Brasil. Essas potências emergentes se negam a ser limitadas pelas dicotomias do tipo ou uma coisa ou outra, que vêm sendo a base da abordagem dos EUA ao mundo desde os primórdios da Guerra Fria.

Os ministros do Exterior que negociaram esse pacto exortaram os EUA a saudá-lo, em lugar de focar apenas suas deficiências. "Este plano é um caminho para o diálogo e acaba com qualquer base para sanções", disse a jornalistas o ministro Celso Amorim após o avanço obtido em Teerã.
O colega turco de Amorim, o visionário ministro do Exterior turco Ahmet Davutoglu, também suplicou a Washington que enxergasse um copo metade cheio, em vez de metade vazio. "Discussões sobre sanções vão estragar o ambiente", ele avisou.

Existem pelo menos três boas razões pelas quais os EUA deveriam tentar reagir positivamente ao novo acordo, em vez de desprezá-lo de imediato e seguir com a campanha pela imposição de sanções duras ao Irã.

Para começar, a proposta de sanções conta com consideravelmente menos apoio global agora do que tinha antes de ser fechado o acordo em Teerã. Ao se recusar a dialogar com o Irã após um sinal tão promissor, os EUA perderam terreno moral.

Em segundo lugar, a experiência acumulada, de Belgrado a Bagdá, indica que as sanções tendem a punir os pobres e a enriquecer uma classe criminosa de contrabandistas. No Irã, podem também ajudar a levar ao antiamericanismo uma população que é notavelmente pró-americana.
Em terceiro lugar, e mais importante, o acordo mediado por Turquia e Brasil oferece vislumbre de esperança para a resolução de uma crise que pode desestabilizar gravemente a região mais volátil do mundo.

Talvez seja verdade, como os EUA insistem, que o Irã tenha conseguido ludibriar seus interlocutores turcos e brasileiros e não tenha nenhum interesse real em fazer concessões na questão nuclear.
Em vista dos altos trunfos em jogo, porém, os EUA estarão agindo contra seus interesses se não aproveitarem essa oportunidade e virem o que pode ser feito com ela. Deixar de fazê-lo encoraja a visão de que o Ocidente, na realidade, não deseja acordo algum.

STEPHEN KINZER é autor do livro "Reset: Iran, Turkey and America's Future" ("Reset: Irã, Turquia e o Futuro da América"), a ser lançado em junho, e colaborador do "Guardian". Foi repórter e correspondente internacional do "New York Times".

OPINIÃO
A ideologia da miscigenação e a eliminação
do povo negro e da sua cultura no Brasil

Por: João Tavares Filho //
tavares.professor@uol.com.br

O Centro Cultural Orúnmilá de Ribeirão Preto, nos seus quase vinte anos de existência, pautou sua atuação pelo permanente combate ao racismo e pela defesa da cultura negra em sua forma integral. Nesse combate, além de profundos ferimentos, o Orúnmilá conquistou o respeito da Comunidade Negra no município, em muitos outros pontos do Estado, do país e de entidades e instituições internacionais. É esse reconhecimento e a firmeza de seus princípios que levam o Orúnmilá a continuar o embate cotidiano, o enfrentamento do racismo, da discriminação e da desigualdade em todas as instâncias e em todos os momentos. As diferentes formas de atuação e de camuflagem do pensamento racista não impedem que seja ele detectado por uma entidade que ganhou vasta experiência de luta e ação política.

E uma das formas que mais camufla é aquela chamada, por muitos autores, de "racismo institucional", ou seja, o racismo de caráter cordial que, de forma consciente ou não , permeia as instituições públicas ou privadas e que insiste em permanecer e se reproduzir ao longo dos séculos inibindo o avanço do pensamento anti-racista, as conquistas das Comunidades Negras organizadas e, ao mesmo tempo, tentando impedir que os negros sejam sujeitos da sua história, protagonistas das suas ações e de suas manifestações culturais.

Foi com esse pensamento que o Orúnmilá reagiu com indignação a um texto produzido pela Secretaria Municipal da Cultura e impresso no folheto que apresentou o CD do Carnaval de 2007 de Ribeirão Preto . O referido texto, após um confuso recorte sobre o conceito de cultura, que inclui a idéia de mercado misturada à de cidadania, termina afirmando que o Carnaval é "oportunidade ímpar de miscigenação no processo civilizatório nacional e local". A essa apologia da miscigenação, no seu sentido ideológico e político, o Orúnmilá respondeu em uma de suas faixas do Afoxé Omó Orúnmilá: "Miscigenação não é civilização! É assassinato étnico-cultural".

Somente quem desconhece as diferentes fases da luta do povo negro no Brasil não entendeu o sentido político da frase levada a público pelo Afoxé. A proposta de "miscigenação", mais ainda quando aliada a de "civilização", foi uma das principais armas do pensamento racista e conservador para eliminar "as raças inferiores", índios e negros no caso do Brasil. É a partir dela que surge o que ficou conhecido por "ideologia da miscigenação", um ardil de caráter eugênico racista que teve nos escritores Nina Rodrigues, Oliveira Viana e Gilberto Freyre seus maiores entusiastas, na tentativa de "embranquecer" o Brasil.

A grosso modo, a "ideologia da miscigenação" buscava um "branqueamento" dos moradores do Brasil na perspectiva de se construir a "Nação Brasileira" e uma "identidade nacional" de um país mestiço, moreno ou, de forma mais pejorativa ainda, um país "mulato". Acreditavam seus ideólogos que, dessa forma, o país poderia ser "uma nação civilizada", nos moldes das sociedades ocidentais e cristãs da Europa. Por essas características, a "ideologia da miscigenação", além do seu caráter endógeno, tinha, e tem, um forte viés nacionalista assemelhando-se, nesse aspecto, com o fascismo de Mussolini, com o nacional socialismo (nazismo) alemão e o com o fascismo brasileiro representado pelo nacionalista e integralista Plínio Salgado.

"Branquear", "civilizar", "catequizar", e "ocidentalizar", na prática, são um atentado à idéia de país multicultural, à idéia da diversidade e ao respeito às diferenças. Apontam, em última instância, para o desaparecimento dos povos não brancos e das respectivas culturas não ocidentais. Trata-se da eliminação "do outro" que se apresenta como insuportável pelas suas diferenças e pelas suas qualidades incompreensíveis para os olhos daquele que se pretende dominante e hegemônico. "Civilizar" o outro, sob uma ótica única, é desconsiderar a existência de outras civilizações e o poder de emancipação de outras culturas. Posteriormente, a antiga idéia de "miscigenação nacional" foi substituída pela não menos nefasta idéia de "democracia racial". Tanto as teses da "miscigenação" quanto as da "democracia racial" foram corajosamente combatidas no Brasil por pensadores de diferentes matizes ideológicas, mas todos com postura anti-racista e anti-fascista, como Octavio Ianni, Kabenguelê Munanga e Henrique Cunha entre outros. Mas, pelo que se tem visto, continuam necessitando de combate mesmo nesses tempos em que a comunidade negra tem conquistado importantes espaços no campo da educação, da saúde e em outras instâncias institucionais e na sociedade civil.

Por essas e por outras razões, impossíveis de serem enumeradas e analisadas neste espaço, dado sua complexidade e grandeza, que o Centro Cultural Orùnmilá não teve dúvida em colocar em público que a "ideologia da miscigenação" não é sinônimo de civilização mas sim de assassinato étnico-cultural. Por essas e por outras razões que o Orùnmilá continuará seu combate ao racismo, seja ele cordial ou institucional, seja ele camuflado ou declarado. Abaixo a miscigenação do povo negro.

João Tavares Filho é professor da
Universidade Estadual de Ribeirão Preto

OPINIÃO
Touros, 175 anos de emancipação política

Por: Luiz Claudio Penha da Silva //
lcpenha@ig.com.br

Impossível não se emocionar, distante fisicamente de Touros, e ao mesmo tempo resgatando lembranças de momentos vividos nesse chão aonde desfrutei boa parte de minha infância, de minha juventude, de minha vida, mesmo não sendo filho natural do lugar.

E assim, a memória vai voltando a tempos passados quando presenciava o senhor Francisquinho de Gustavo produzindo chumbadas que seriam utilizadas no labor diário dos pescadores; Lourival Colônia, esposo de minha tia Maria (Maria de Louro) chegando do mar com o peixe para a venda e para o sustento da família, e ali eu partilhava o peixe fresco juntamente com os seus filhos; os banhos de mar por toda a manhã com os primos e de lá para o rio da barreira; a ida ao tourinho para pescar lagostinho com Zequinha (Zequinha Cabelo).

A cidade em seu crescimento, com características de vila, tinha o peixe como seu alimento principal e ainda não desfrutava de supermercados, açougues, postos de combustíveis, etc. Nos retornos dos finais de semana, os visitantes abasteciam os seus veículos no comércio do senhor Joaquim Gomes; as famílias criavam patos, galinhas no próprio quintal, de forma que ao não ter o peixe, tinham as aves como alimento.

No aspecto cultural a presença marcante e respeitada do grupo as Bandeirinhas durante os festejos juninos; o Côco de Roda na Colônia de Pescadores; no carnaval o grupo dos indíos do senhor Cisco Pinico, A Ala Ursa de Belchior e seu Filho Luquinha; o Zé Pereira, no sábado de carnaval; os papangus pelas ruas; blocos carnavalescos, com destaque para Os Caramujos, tendo como anfitriã Ivonete Lopes, juntamente com meus pais (Sebastião e Neide Penha) e a participação massiva de tourenses, bloco este alusivo ao trabalho de combate ao caramujo, por parte do Ministério da Saúde, com a instalação de banheiros de alvenaria nas residências. A versão da música do bloco dizia mais ou menos assim: “Nós os caramujos, aqui em Touros somos os maiorais, mas na hora do combate é da Sucam que gostamos mais”.

Outras lembranças são os momentos de reunião de Nilson Patriota com os meus pais, na casa de Francisquinho Dú, para cantarem as poesias de Porto Filho, ao som dos violões de José Antão e José Maria; nesses mesmos momentos escutar Damião de Souza (Damião Caquica) cantar Adeus a Touros.
Quando já na maturidade da juventude, a realização da I Semana de Cultura, em janeiro de 1988, com a participação da comunidade tourense e a realização de apresentações as mais variadas (o mamulengueiro Chico Daniel, o músico Bráulio Tavares e as representações da cultura tourense); posteriormente a criação da Fundação José Porto Filho, em janeiro de 1989; toda essa intensidade cultural na companhia de pessoas como Bosco Teixeira, Roberto Patriota, Iran Potiguar, Ivanildo Penha e tantos outros tourenses que se envolveram no resgate da cultura local.

Foram movimentos e campanhas nada fáceis, em função de serem vistos como uma ameaça ao status quo da elite política local.

175 anos de emancipação política, olhando para a realidade de Touros, o seu peso cultural e histórico, a proximidade com a capital do Rio Grande do Norte e o crescimento de outras cidades por esse Brasil afora, é possível perceber que o débito dos dirigentes políticos e o seu descompromisso com o município é cada vez maior.

A luta e a esperança por dias melhores continuam a manter acesa a chama da transformação em meu coração. Parabéns, Touros, parabéns povo de Touros e fiquemos com estes versos de minha autoria neste dia de festa:

Não nasci nas trincheiras da velha Ribeira
Mas sou um canguleiro
Pois dos peixes do mar
O cangulo é o prato mais gostoso que eu comi
Foi na praia de Touros
Na casa de Louro
E de tantos outros mais
A lição dessa escola
Aprendi com a viola
Lá nos seus quintais.

É tanta emoção
A história desse chão
Galo canta, na campina
Ode a Touros
Bom Jesus
Sinta a fé desse seu povo
Porto Filho
O poeta popular
Zé Padeiro a pular
Da matriz lá do lugar.

Luiz Cláudio Penha da Silva é jornalista atualmente
radicado em Brasília -
lcpenha@ig.com.br

OPINIÃO
Prepare o seu coração

Por: Luiz Claudio Penha da Silva //
lcpenha@ig.com.br

Com o verso título deste artigo, os compositores Geraldo Vandré e Theo de Barros iniciaram a canção “Disparada”, um clássico da música popular brasileira, imortalizado na voz de Jair Rodrigues.
A música foi classificada em primeiro lugar no Festival de música da TV Record, no ano de 1966, empatada com a “Banda”, de Chico Buarque de Holanda.

Geraldo Vandré, nascido na Paraíba, ficou conhecido com a canção Caminhando (Pra não dizer que não falei de flores), que ganhou o segundo lugar no Festival de Música da TV Globo, no ano de 1968. Com a promulgação do Ato Institucional nº5, o famigerado AI-5, Vandré foi exilado, morando em vários países da Europa e ficando quatro anos fora do Brasil. O artista ficou identificado como o “mito” de resistência à ditadura.

Theo de Barros, nascido no Rio de Janeiro, filho de Theophilo de Barros Filho, ex-diretor musical das Emissoras Associadas, Rádio e Televisão Tupi e de Maria de Lourdes Patriota, natural da cidade de Touros/RN, é compositor conhecido nacionalmente e parceiro de vários autores, dentre eles, César Camargo Mariano e Paulo César Pinheiro, além de produtor de jingles para propagandas comerciais de empresas como o Banco do Brasil, Transbrasil e Caixa Econômica e trilhas sonoras para filmes, novelas e peças teatrais.

O músico gravou o seu primeiro long play aos 37 anos, com o título “Primeiro Disco”, em que além da canção “Disparada”, está a música “Festa de Touros”, com gravação apenas instrumental e a seguinte referência no encarte: Touros é uma vila de pescadores no Rio Grande do Norte, onde sua mãe nasceu. Durante o mês de dezembro realiza-se a festa do “Bom Jesus dos Navegantes”, com folguedos, procissões, quermesses e cantadores. O nome Touros se deve a um pontal com cabeça de boi que lidera a sua praia inesquecível.

No ano de 2004, a música “Festa de Touros” foi regravada no CD Theo de Barros, lançado pelo selo Maritaca e interpretada por Tatiana Parra.

A mãe de Theo saiu de Touros para o Rio de Janeiro na década de 40, conheceu o pai do compositor e constituíram família. Na sua adolescência, Theo de Barros costumava viajar para a referida praia, em suas férias escolares; atualmente reside na cidade de São Paulo.

Para as novas gerações de tourenses e norte-rio-grandenses é importante que tenham conhecimento de fatos e registros como esses, na história da Música Popular Brasileira.

Do chão de areia alva em que o mar jorra as suas águas, na Ponta do Calcanhar, a luz da maternidade permitiu a parceria que imortalizaria uma das mais belas canções da nossa música: “Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar”. Eu venho lá do sertão...”.

FESTA DE TOUROS

Letra e Música: Theo de Barros

Povo Canta
Bom Jesus tá chegando é santa
Maré Alta o trouxe a tanta
Duna clara a chamar corrente
Navegante atendeu
De um olhar Bom Jesus nasceu
Espanta!
Ladainhas no altar do vento
Vem nos anunciar
Vai chegar na manhã de sol

Flores livres
Flutuando
É o andor passando
Pouca ponte prá tanta gente
Penitentes, parentes, crentes...
Levitando outra vez
Vai entrando pela Matriz,
Giganta
Colhe a fé que se movimenta
Esmagando calangos, plantas
Sombreando o sol

Avexe! Ceiça, Ivonete, Lourdes e Guiomar
O sino já dobrou a reza tá prá começar
Beatas a gemer canções
Profissionais de procissões
Depois da missa tem quermesse e prá terminar
Da festa, vamos prá seresta até o sol raiar
Do mar...

Luiz Cláudio Penha da Silva é jornalista atualmente
radicado em Brasília -
lcpenha@ig.com.br

ARTIGO
Somos todos cidadãos do mundo

Alguns cidadãos desse país precisam se inteirar dos avanços tecnológicos e das mudanças que ocorreram na vida em sociedade. Em décadas passadas, eram restritos os meios para se estabelecer comunicação entre as pessoas e instituições, o que tornava lento o feedback para proporcionar respostas e soluções mais instantâneas às demandas da sociedade por avanços e melhoria na qualidade de vida.

Hoje, graças à significativa amplitude dos meios de comunicação, especialmente da comunicação virtual e da telefonia móvel, podemos interagir com cidades, estados e países, no resgate de pessoas, no acesso a informações e notícias sobre catástrofes naturais, previsões meteorológicas, possibilitando o contato mais rápido entre pessoas, povos e governos.

Esses avanços foram essenciais para a celeridade do serviço público, em que essas tecnologias permitem ações e respostas mais efetivas aos cidadãos que buscam por serviços e benefícios.

Até o nosso sistema eleitoral, que é conhecido como um dos mais modernos do mundo, foi objeto de avanços para as eleições de 2010, quando cidadãos não residentes em sua zona eleitoral poderão votar para Presidente de República.

Nessa perspectiva, nada impede um cidadão nascido em um município, onde passou boa parte de sua juventude e formação, de galgar novos horizontes nos campos profissional e intelectual, em outras cidades, estados e até fora do Brasil. Isso não o desvincula de suas raízes familiares e culturais e não é impedimento para que opine sobre a sua realidade primeira.

Manter-se isolado de qualquer processo interativo em prol da construção de uma comunidade ou sociedade é uma opção individual de cada um. Independe de residir em um município ou fora dele. Muitas vezes os fatos estão ocorrendo, as decisões sendo tomadas e o cidadão, totalmente indiferente, agindo como se nada daquilo que está sendo decidido afetasse o seu cotidiano. É uma decisão unicamente dele, que passa pelo leque de interesses, visão de mundo e contribuições que queira dar para o desenvolvimento dos seus conterrâneos e compatriotas.

Acabar literalmente com o isolamento e estimular a interatividade, principalmente no formato em que ela é oferecida hoje as sociedades, é uma das finalidades precípuas da comunicação.
Assim sendo, nos dias atuais podemos dizer que não somos cidadãos apenas daqui, dali, de alhures, somos todos cidadãos do mundo.

Ao chegar à praia de Touros durante o período festivo do final de dezembro de 2009, fiquei perplexo com as três situações e ou acontecimentos que se sucederam até o dia 10 de janeiro. Inicialmente me causou surpresa o que se pode chamar de verdadeira privatização do espaço público, por parte da Prefeitura Municipal, para abrigar um parque de diversões em plena avenida principal da Cidade, a avenida prefeito José Américo.

Luiz Cláudio Penha da Silva é jornalista atualmente
radicado em Brasília -
lcpenha@ig.com.br

ARTIGO
O parque, a procissão e o show

Por: Luiz Claudio Penha da Silva //
lcpenha@ig.com.br

Nada contra o parque de diversões, enquanto equipamento de divertimento e lazer por parte das crianças e muitas vezes de adultos. Ocorre que, a cidade de Touros já é deficitária em termos de opções de circulação de veículos, quando de uma demanda significativa de pessoas em períodos festivos. Confesso que tive dificuldade de chegar à residência em que estava hospedado, conduzindo um veículo, em função das ruas estarem todas totalmente isoladas. Imagina se algum cidadão precisasse ser socorrido em situação de emergência.

Por outro lado, a maior contradição observada foi justamente a postura dos que deveriam estar zelando pela legislação de trânsito, no caso o DEMUTRAN local; esses foram os primeiros a infringí-la, autorizando os motoristas a transitarem, mão e contramão, por uma das vias da avenida prefeito José Américo. Fiquei a me perguntar como fica o respeito ao que determina a lei de trânsito e a Lei Orgânica do Município de Touros, promulgada em 03 de abril de 1990, que diz:

SEÇÃO I Disposições Preliminares - O Município como entidade autônoma e básica da federação garantirá vida digna aos seus moradores e será administrado com: I – transparência de seus atos e ações;
CAPÍTULO III DAS VEDAÇÕES Art. 20 – É vedado ao Município:V – estabelecer limitações ao tráfego, no território do município, de pessoas ou mercadorias, por meio de tributos intermunicipais, exceto o pedágio para atender o custo de vias de transporte;

SEÇÃO II - Da Participação e Fiscalização Popular Art. 26 – Todo cidadão tem direito a ser informado dos atos da administração municipal.

Tanta proibição de circulação de veículos pelas ruas da cidade e, no entanto, no dia da procissão do padroeiro, primeiro de janeiro, estava um verdadeiro caos o número de veículos circulando de forma desordenada, após a ponte sobre o rio Maceió. A mesma situação vem acontecendo há anos desde administrações anteriores. A sensação que dá é de um verdadeiro desgoverno de lá até os dias atuais.
Se fosse inconseqüente e sem lucidez nas minhas críticas, poderia dizer que tal fato se deu em função da prefeita atual não ser seguidora da religião católica. Não é assim que enxergo, ao contrário de alguns tourenses que chegaram ao absurdo de dizer que a administradora do município contratou um cantor evangélico para o réveillon. Ora, João Batista, intérprete de MPB, ficou conhecido através da primeira edição do programa “Fama”, da Rede Globo de Televisão, no ano de 2002, e que tinha por finalidade revelar novos talentos no cenário musical brasileiro.

Para concluir as minhas observações sobre essa Esquina do Brasil, dia 10 de janeiro ocorreu o show de cantor baiano Ricardo Chaves, dentro da programação do verão 2010. Nada tenho contra o cantor de axé; foi magnífica a organização do evento, mas fica uma pergunta que não quer calar: Por que tamanha organização, principalmente no trânsito da cidade de Touros, tendo sido isolada a área após a ponte sobre o rio Maceió, desde a manhã do dia 10, não valeu, também, para o momento da procissão do padroeiro da cidade?

Luiz Cláudio Penha da Silva é jornalista atualmente
radicado em Brasília -
lcpenha@ig.com.br

INICIATIVA
Filhos de Touros se reúnem
para criar uma ONG 

Reunião ocorreu no último dia 03 de janeiro

Filhos de Touros se reúnem para criar Ong no último dia 03 de janeiro, domingo, às 10h, ocorreu no restaurante Oca do Índio, localizado no Centro de Turismo de Touros, reunião que teve por finalidade a criação de uma Ong para estimular a prática cidadã no município de Touros, com ações propositivas (cursos, oficinas, palestras, apresentação de projetos, formação de lideranças, etc). Estiveram presentes os professores, Jaci Nascimento, Ana Maria Colônia, Tereza Neri e Maria Antônia Costa, o médico Carlos Penha, o administrador de empresas Ângelo Neri, a funcionária pública Maria Aparecida, o ex-vereador Otoniel Baracho e os jornalistas Roberto Patriota e Luiz Penha. Durante a reunião foi discutida a realidade de Touros, no âmbito da saúde, educação, segurança, cultura, e temas afins.Em um segundo momento foram apresentados os eixos norteadores a serem tratados e trabalhados pela futura instituição, além da parte formal como elaboração de estatuto e lançamento oficial da Ong. O grupo acredita que formalizada a instituição, será concretizado um positivo trabalho de exercício da prática cidadã, além da discussão de temas inerentes ao dia a dia da população, permitindo a integração da comunidade em prol do desenvolvimento e da cultura local.

MEMÓRIA
Um pássaro nunca para de voar

Por: Luiz Cláudio Penha da Silva //
lcpenha@ig.com.br

O vôo do Pássaro, Itajubá Esquecido, Um gosto amargo de fim, Touros – uma cidade do Brasil, Noturnos de Touros. Foi através da prosa e da poesia escritas nestas obras, tendo a cidade de Touros como a sua grande referência, que Antônio Nilson Patriota externou o seu legado cultural, deixando para as novas gerações a sua marca indelével como literato da terra do Bom Jesus dos Navegantes. O nosso maior literato.

Conheci Nilson de algumas noitadas na praia de Touros em que procurava os meus pais para cantarem, em noites de luar, a poesia de Porto Filho.

Cresci assimilando esses valores e não esqueço quando me encontrava com ele, em Touros ou Natal, e Nilson dizia: como vai o nosso poeta.

Na criação da Fundação cultural José Porto Filho, em 1988, Nilson foi a nossa referência histórica para transmitir, às novas gerações, a história de Touros.

Os jovens de Touros não estão órfãos do saber. Nilson Patriota deixa uma vasta obra literária. O livro, Touros – uma cidade do Brasil, deveria ser adotado em sala de aula como ponto de partida para as crianças e jovens conhecerem a história do seu torrão e, ao mesmo tempo, uma significativa homenagem a esse ilustre filho da Esquina do Brasil.

Órfãos ficaram seus entes queridos, seus amigos, seus conterrâneos. Vai Nilson. Fica a saudade, mas um pássaro nunca pára de voar.

OPINIÃO
A festa do Bom Jesus dos Navegantes

Por: Luiz Cláudio Penha da Silva //
lcpenha@ig.com.br

A vida de nós humanos é feita de constantes mutações durante toda a nossa existência. Seja no aspecto material e ou espiritual. Mesmo assim, tendo que nos adaptarmos a novas realidades, existem aspectos da nossa vida que a nossa formação moral e ética nos impedem de assimilar e ou mudar radicalmente.
Assim também ocorre com as instituições. Algumas delas centenárias, não se permitem mudanças em função de adequações e ou conveniências que satisfaçam a interesses menores, em detrimento de toda uma população, comunidade ou nação.

Neste contexto é que enquadro toda a tradição que carrega a festa do Bom Jesus dos Navegantes, padroeiro da cidade de Touros. É uma festa secular que sempre teve o seu ponto alto nos dias 31 de dezembro, 1 e 2 de janeiro.

Diante da grandiosidade do evento, no seu aspecto religioso e profano, a decisão de mudar o calendário não deveria ser restrita a um pequeno grupo de pessoas ligadas a organização da festa.
Em vez de fazer tal mudança, deveria se pensar em profissionalizar o aspecto profano, para que a barraca oferecesse um serviço de qualidade, com um cardápio variado e uma boa música que agrade ao ouvido do público presente à festa.

Acredito que aí sim, havendo essa mudança de foco, ganhariam todos, o público, a igreja e a cidade.
Por outro lado é preciso pensar nos tourenses que não residem na praia de Touros, muitos se deslocando de outros estados, cidades, e majoritariamente dos distritos e outros municípios da região.

Você imagina aquele cidadão que só pode largar a sua atividade laborativa no último tempo do dia 31 de dezembro e sair em busca de um transporte para chegar a tempo de acompanhar a festa, ou o nativo que juntou os seus recursos financeiros para levar a família à festa, participar da barraca, benção, procissão e subida do Bom Jesus. Será mais um dia de despesas para esse cidadão.

É preciso pensar grande, é preciso um olhar cristão, é preciso pensar no povo, nos devotos do Bom Jesus dos Navegantes, afinal é a própria religião católica quem diz que a igreja é o povo de Deus.

Luiz Cláudio Penha da Silva é jornalista atualmente radicado em Brasília-DF.

 

 


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