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MEMÓRIA
Roberto Patriota fala sobre a
Folha e o Sistema Integrado

Entrevista // Rafael Gustavo em 22/01/2004

Jornalista Roberto Patriota

Em entrevista para o jornal GAZETA DO AGRESTE, o jornalista Roberto Patriota fala sobre os 16 anos de circulação do jornal FOLHA DO MATO GRANDE. Dezesseis anos de um trabalho voltado integralmente para os mais altos interesses da região do Mato Grande. Nesses últimos 16 anos de circulação a FOLHA se tornou um dos símbolos da região e um dos veículos de maior credibilidade do Estado. Para falar sobre os 16 anos de imprensa no Mato Grande, ninguém melhor que o jornalista Roberto Patriota, diretor e editor da FOLHA. Roberto fala um pouco sobre a trajetória do jornal, e relata sua experiência na área de comunicação social. Fala também sobre a criação do Sistema Integrado de Comunicação - SIC, responsável pela publicação de três jornais e uma revista, além de outros veículos de comunicação na área de radiodifusão.

GAZETA DO AGRESTE - Roberto, como surgiu a idéia de criar a FOLHA DO MATO GRANDE?

ROBERTO PATRIOTA - Na verdade a idéia já existia há alguns anos, desde o tempo em que trabalhei no jornal A República e Diário Oficial, no inicio da década de oitenta. Mas só amadureceu mesmo no final de 1987, quando em conversa com o primo Nelson Patriota fiz o convite e ele de pronto aceitou ser o editor do jornal. Juntos com Ricardo Patriota, Carlos Rogério e Wagner Patriota colocamos a FOLHA nas ruas de Touros no dia 27 de fevereiro de 1988, embora o jornal tenha sido criado oficialmente em primeiro de janeiro daquele ano.

GAZETA - Qual o objetivo que a FOLHA continua perseguindo?

ROBERTO - A minha idéia sempre foi ter um jornal que pudesse chegar à grande massa de leitores, à um número considerável. E neste sentido imaginei um produto mais barato com acesso fácil e também com leitura objetiva. Não adiantaria atingir um número muito grande se as pessoas não teriam interesse em ler. Ninguém compra um produto que não vai usar. pensando no baixo poder aquisitivo do povo e no pequeno tempo que se dispõe para leitura, optamos por um produto de boa qualidade e com baixo custo.

GAZETA - Existe algum plano em tornar o jornal com um visual ainda mais atraente, ou seja investir em cores?

ROBERTO - Num curto espaço de tempo não, talvez mais na frente. Essa posição poderá ser revista. Não quero reduzir o número de leitores pelo acréscimo com custo de embelezamento. Continuo acreditando que o ponto principal do nosso jornal não é a beleza, mais sim o conteúdo, notícia não precisa de cosméticos, e sim de credibilidade, é a credibilidade que gera a confiança e o respaldo de todos os nossos leitores.

GAZETA - Desde o inicio a FOLHA sempre apoiou a cultura e o campo social, existe algum projeto para o futuro?

ROBERTO - A cultura é mola fundamental para o desenvolvimento de um povo, sem cultura nada permanece vivo. A FOLHA sempre terá um projeto voltado para essas áreas. Nossa gente precisa de muitas coisas, temos que nos unir e exigir melhor educação e oportunidades para o nosso povo. Os investimentos na área de educação são ainda pequenos, é preciso esclarecer as pessoas, dar uma nova dimensão aos limites do ser humano.

GAZETA - O slogan que diz que a FOLHA é o jornal de maior tiragem e circulação da região continua valendo?

ROBERTO - Mais que nunca. A FOLHA atinge todos os municípios da região, além de muitos outros do Estado e do país. Através do nosso serviço de assinaturas chegamos aos recantos mais distantes do Brasil, e até a alguns países do exterior. Tem algumas empresas e pessoas que investem em carros importados, lanchas, jóias etc. O nosso limitado investimento tem sido sempre na mesma direção, que não é outra senão tecnologia de ponta. Isto torna possível uma maior agilidade ao jornal, tanto impresso, como na internet. Estamos em sintonia com a modernidade.

GAZETA - A notícia regional tem boa aceitação na atualidade?

ROBERTO - De um modo geral sim, já existem muitos veículos dando excessivo destaque as notícias nacionais e internacionais. Já a informação regional é esquecida pelos grandes grupos de comunicação, uma vez que o retorno financeiro continua sendo pequeno. Por outro lado, estaríamos divulgando uma série de informações que não tem interesse para o nosso público leitor, notícias que interessam a Natal, Recife, Rio, São Paulo etc. Queremos disponibilizar o máximo de espaço para os assuntos que interessam a nossa região. Noticiamos o que acontece por aqui, na nossa terra, valorizamos a nossa cultura, destacamos a nossa gente que é esquecida pelos grandes grupos de comunicação do Estado e do país.

GAZETA - Na sua opinião, nesses 16 anos o povo do Mato Grande passou a ler mais jornal?

ROBERTO - Sem duvida, no inicio a nossa tiragem era bem menor que hoje, e também boiavam muitos exemplares, hoje a situação é inversa, a cada edição sentimos que novos leitores procuram o jornal. Além do mais existem milhares de leitores nossos na Internet, e que acessam o nosso site com regularidade. O mundo tem mudado muito, quem não perceber isso vai ter muitos problemas no futuro.

GAZETA - Os jornais da capital tem a mesma aceitação da FOLHA na região Mato Grande?

ROBERTO - Pode parecer um exagero da minha parte, mas a verdade é que jornais do porte do Diário de Natal e Tribuna do Norte mal chegam a vender dez exemplares diariamente em cidades como João Câmara, Touros e Ceará Mirim. Já a nossa FOLHA tem uma grande aceitação porque os assuntos que abordamos vão de encontro aos nossos interesses, destacam a nossa realidade, falam do nosso povo e região, nosso jornal custa menos, é de fácil leitura e manuseio. Essa é a diferença.

GAZETA - Qual a receita para a grande aceitação da FOLHA num mercado difícil como é o de jornal?

ROBERTO - Não existe uma receita, um modelo, uma fórmula. Acredito que tudo que é realizado com responsabilidade, honestidade, respeito e dedicação está fadado a dar certo. A FOLHA é um jornal pequeno, regional, mas que conquistou seu espaço na imprensa do Estado.

GAZETA - Na sua opinião qual o futuro do jornal impresso em nosso país?

ROBERTO - Com a velocidade dos avanços da informática qualquer projeção que se fizer corre o risco de ser superada em pouco tempo. Sabemos no entanto que é cada vez mais crescente o avanço da mídia on line. Segundo pesquisa, o mercado da informação eletrônica, via Internet dominará por completo mercado da comunicação no futuro. Basta dizer que qualquer garoto de 15 anos, das classes A e B e das classe alta crescem de frente para um computador, navegando pela Internet. Além do mais, a Internet é um canal global de informação sem limites e de atualização imediata, não da pra competir.

GAZETA - Como foi o ingresso da FOLHA no mundo da Internet, com o lançamento da FOLHA DO MATO GRANDE ON LINE em 2001?

ROBERTO - Desde 1999, que elaboramos o primeiro projeto piloto do que viria a ser o nosso site, projeto que terminou sendo consolidado depois que o jornalista Rafael Gustavo Neves desenvolveu o projeto em maio de 2001. Hoje viramos um portal regional. O número de acessos ao nosso site vem aumentando rapidamente. Os dias de hoje como os do futuro estarão invariavelmente ligados a essa rede mundial de computadores. A Internet não é um projeto do futuro, é uma realidade atual. Os benefícios são muitos e variados, não devemos ignorar esse processo.

GAZETA - O slogan que diz: "Se deu na FOLHA é verdade", continua na cabeça dos leitores do jornal também na Internet?

ROBERTO - A Internet e uma extensão universal do nosso trabalho. Uma pesquisa realizada em dezembro de 2003, revelou números incríveis. Conseguimos 82,7% de confiabilidade por parte dos nossos leitores aqui na região. Isto é o resultado de muitos anos de um trabalho sério, voltado integralmente para a região do Mato Grande, e para o Rio Grande do Norte de um modo geral. Fico feliz com tudo isso. Na Internet temos um número de visitas cada vez maior. O nosso compromisso é, e continuará sendo com a informação verdadeira.

GAZETA - Como surgiu a idéia do consórcio do Sistema Integrado de Comunicação?

ROBERTO - Foi em 1998, mas a idéia só passou a funcionar efetivamente em 2001.

GAZETA - Como funciona esse consórcio de comunicação regional?

ROBERTO - O SIC, é na verdade um consórcio de comunicação responsável pela edição de três jornais regionais: Folha do Mato Grande, Gazeta do Agreste, O Pico e a Revista Agreste Teen. Estamos estudando a possibilidade do lançamento de um novo jornal dirigido para a Grande Natal em 2005, nada decidido ainda. Eu ocupo a presidência e tenho como vice, Rafael Gustavo Neves, jovem e competente jornalista, editor e diretor da Gazeta do Agreste, que desenvolve brilhante trabalho naquela importante região. O nosso objetivo é expandir a informação regional pelo Estado, propagando idéias e conhecimentos para as regiões aonde atuamos, como o Mato Grande Agreste e Central.

 

 


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